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"Sementes Podres" (2018) é aquela grata surpresa que você encontra ao acaso zapeando o catálogo da Netflix
Essa comédia francesa de tom leve, mas temas fortes, traz a história de Wael (Kheiron), trapaceiro contumaz que vivia de pequenos golpes com sua mãe adotiva, até ser recrutado para ser o mentor de uma turma de jovens problemáticos.

A eterna "bela da tarde", Catherine Deneuve, empresta todo seu carisma e divide a tela com um elenco menos conhecido do grande público.
Kheiron, que também dirige o longa, conduz o enredo abordando assuntos tristes, mas sem cair nas armadilhas dos melodramas. Algo semelhante vimos em "Intocáveis" (2011), outra agradável  produção do cinema francês. 
A sensação de esperança permeia a história e a empatia com os personagens é imediata. Talvez, essa seja a palavra chave de "Sementes Podres": empatia.

Nos colocar no lugar do outro nem sempre é uma tarefa fácil, pois temos uma agilidade fora do comum em julgar ações condenáveis. Porém esquecemos que todo problema tem uma origem e somos frutos de experiências boas e más. O que passamos na infância pode repercutir na vida adulta, assim como o hoje pode mudar os rumos do amanhã. Por isso é extremamente importante exercemos essa tal empatia com o próximo. Observar, ouvir, compreender e ajudar. Isso faz toda diferença. 

Dessa forma, "Sementes Podres" além de ser um divertido entretenimento, inspira bons sentimentos. Aqueles que mudam destinos e transformam vidas.

8.5

*Disponível na Netflix

*Instagram: resenha100nota