Ascom IMA-AL Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Rio São Francisco

A Barragem I da mina Córrego do Feijão, rompida no dia 25 de janeiro está localizada em Brumadinho (MG), em um córrego afluente ao rio Paraopeba, que, por sua vez, deságua no rio São Francisco no reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, localizado a 331km da barragem rompida.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), nesta quinta-feira (07) o ponto mais a jusante do rio Paraopeba, onde foram identificadas alterações do parâmetro turbidez, se localiza no município de São José da Varginha (MG). Este local se encontra a cerca de 200km do início do reservatório de Três Marias. Entretanto, essas alterações se mostram ainda pequenas e dentro da faixa de valores usuais para o período.

Conforme a Agência Nacional das Águas (ANA) deve-se mencionar que a ausência de precipitações significativas nos primeiros dias após o rompimento da barragem colaborou para a baixa velocidade de propagação da frente de sedimentos e para sua deposição no leito do rio.

Com a ocorrência de chuvas poderão ser registradas alterações no comportamento até agora observado, em decorrência da lavagem e novos aportes de rejeitos localizados na própria barragem e na bacia de drenagem localizada a jusante do local do rompimento.

Segundo a ANA, ainda não é possível afirmar as consequências que advirão ou que os rejeitos provenientes do rompimento da barragem irão atingir o reservatório de Três Marias e impactar usuários de recursos hídricos localizados no rio São Francisco.

O monitoramento em curso no rio Paraopeba, conduzido pela ANA, Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), CPRM e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), segundo metodologias e procedimentos normatizados, tem seus resultados divulgados por meio de boletins diários nas páginas eletrônicas dessas instituições.

Assim, o acompanhamento continuado da propagação dos rejeitos provenientes do rompimento da barragem será mantido, intensificado e estendido ou adaptado, sempre que necessário, para acompanhar sua evolução ao longo do rio Paraopeba e, eventualmente, no reservatório de Três Marias. 

*com Agência Brasil