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"Davi é um Golias e diante disso anuncio que retiro minha candidatura à presidência do Senado". O anúncio foi feito na tarde desta sábado, dia 02, pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) ao se referir ao também candidato Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A eleição que deveria ter sido ontem, foi adiada para hoje, e após muitos discursos os senadores iniciaram a votação e ao abrirem as urnas, constataram que havia 82 votos quando os votantes foram 81 senadores. Diante do ocorrido, o pleito teve que ser repetido. Descontente com a medida Calheiros fez o anúncio. 

Além de Renan Calheiros, também registraram candidatura os senadores Ângelo Coronel (PSD-BA), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Espiridião Amin (PP-SC), Fernando Collor (Pros-AL), Reguffe (sem partido-DF).

Minutos antes do início da primeira votação os senadores a Álvaro Dias (Pode-PR) , Major Olímpio (PSL-SP) e Simone Tebet (MDB-MS) anunciaram a retirada de suas candidaturas.

O senador alagoano Rodrigo Cunha (PSDB-AL) disse no momento da primeira votação que esse é um momento efêmero e “o Senado perdeu a oportunidade de dar exemplo ao Brasil e optar pelo voto aberto”.

“Estou aqui em busca da transparência e quem não se adaptar a isso irá passar pelo que passaram aqueles que não foram reeleitos, espero ainda que o presidente eleito para a mesa Diretora do Senado escolha o voto aberto e seja exemplo para todo o país”, declarou Cunha.

O impasse

A eleição deveria ter ocorrido nesta  sexta-feira, dia 01, quando o parlamentares foram empossados, porém  o impasse se deu em torno da decisão pelo voto aberto, que foi tomada por 50 votos favoráveis e dois contrários. A sessão foi tensa e teve momentos em que senadores que não concordavam em declarar abertamente seu voto se excederam.   A senadora Kátia Abreu chegou a tomar das mãos de Alcolumbre uma pasta com documentos relacionados à votação.

Davi Alcolumbre estava na presidência dos trabalhos por ser o único remanescente da Mesa da Legislatura anterior que continuava no mandato. Kátia Abreu e outros senadores reivindicavam que a presidência fosse repassada ao senador mais idoso, José Maranhão (MDB-PB).

A questão do voto secreto para a escolha do presidente do Senado estava em discussão desde o fim de 2018, quando foi feito um questionamento ao Supremo Tribunal Federal (STF).  O pedido para que a votação fosse aberta havia sido feito por Lasier Martins em dezembro e resultou em uma decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, que determinou o voto aberto. A decisão foi derrubada em janeiro pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli e na madrugada deste sábado, dia 02, mais uma vez  Toffoli, determinou por meio de liminar que a votação para a presidência do Senado  fosse por meio de voto secreto. A decisão de Toffoli atendeu a um pedido dos partidos Solidariedade e MDB.

Quem é Davi Alcolumbre

David Samuel Alcolumbre Tobelem (DEM-AP) foi vereador em Macapá de 2001 a 2003 quando ainda era filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em 2002 foi eleito deputado federal pelo estado do Amapá, sendo reeleito em 2006 e 2010. Atualmente é filiado ao Democratas, partido do qual faz parte do Diretório Nacional e também do Conselho Político do movimento jovem. Foi candidato ao senado nas Eleições 2014, e foi eleito com 36,26% dos votos, vencendo o favorito ex-senador Gilvam Borges. Assumiu o mandato no do dia 1 de fevereiro de 2015.

Em 2019, por ser o único remanescente da Mesa Diretora anterior do Senado, iniciou na Presidência da casa presidindo a sessão que visava escolher o novo presidente, no qual a principal disputa era entre ele próprio e o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

*Com informações de agências