Foto: Reprodução/Internet 9acbe9e4 fc40 45f0 848a 2c7e0fc91f2a Cerca de 2.800 municípios brasileiros gastaram menos de R$ 403,37 na saúde de cada habitante durante todo o ano de 2017.

Entre os municípios alagoanos que menos gastaram na saúde de cada habitante durante todo o ano de 2017, Maceió aparece abaixo da média nacional. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgado nessa segunda-feira (21)  mostrou que o Município [que tem 1.029.129 de habitantes] gastou no ano passado R$ 294,46 por cada pessoa. Ainda segundo o levantamento a média nacional é de  R$ 403,37.

De 2016 para 2017 – em Maceió – houve um aumento de R$ 15,22 nos gastos com cada cidadão. Em 2016 foi gasto R$ 279,24 durante todo o ano e a cidade também apareceu abaixo da média do Brasil. O relatório mostrou que Arapiraca, a segunda maior cidade do Estado, o valor gasto no ano passado foi de R$ 209,16.

Mas Maceió não é a única cidade a gastar menos com saúde pública. A cidade de Palmeira dos Índios, dos 102 municípios, foi a que menos investiu em saúde. Ainda conforme o levantamento, em 2017, a prefeitura de Palmeira gastou  R$ 117,32  na saúde para cada cidadão. Além de Palmeira dos Índios, alguns municípios também estão abaixo da média: União dos Palmares (R$ 127,95); Atalaia (R$ 128,52); Santana do Ipanema (R$ 135,91) e Viçosa (R$ 155,92).

Apenas oito municípios de Alagoas investiram na saúde ao longo do ano e estão acima da média. As quatro primeiras cidades que mais investiram foram: Pindoba (R$ 658, 45); Olho D’Água Grande (R$ 580,17);  Mar Vermelho (R$ 517, 61); e Satuba (R$ 501,83). As cidades de Campestre, Jundiá, Marechal Deodoro e Pilar também aparecem na lista.

No Brasil

Em todo país, cerca de 2.800 municípios brasileiros gastaram menos de R$ 403,37 na saúde de cada habitante durante todo o ano de 2017. No ano passado, nas cidades com menos de cinco mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada. Além disso, os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram uma maior participação no financiamento do gasto público em saúde, consequência, principalmente, de sua maior capacidade de arrecadação. 

Saída dos Mais Médicos

De acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), quase metade dos 2.824 municípios brasileiros que constavam do último edital do Programa Mais Médicos (PMM) reduziram seu gasto per capita com recursos próprios em ações e serviços públicos de saúde desde a implantação da iniciativa.

Isso significa menos recursos para custeio e investimentos em atividades, serviços e produtos ligados à assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito dos municípios. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o comportamento de 1.324 prefeituras atendidas pelo Programa Mais Médicos segue em direção contrária à tendência nacional, que é de crescimento do percentual dos orçamentos municipais.

 

*com informações da Assessoria