Carla Cleto E2ed3e1c 2748 4084 91d8 c81888e22e03 Hanseníase é caracterizada por manchas indolores e insensíveis

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realiza, neste domingo (20), das 8h às 13h, ação de panfletagem sobre o combate à hanseníase. O evento, que irá ocorrer na rua fechada da orla da Ponta Verde, em Maceió, é uma das ações da campanha Janeiro Roxo, que trabalha a sensibilização do controle da doença. A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN).

Com o tema “Que mancha é essa? Pode ser hanseníase”, técnicos da saúde e integrantes do MORHAN distribuirão panfletos informativos. “Através da panfletagem, esperamos educar a população para a identificação dos sinais da doença. Isto possibilita o diagnóstico precoce e facilita o tratamento. O objetivo é difundir mais informações sobre as formas de combate e prevenção, assim como eliminar o preconceito que ainda envolve parte da sociedade em relação aos portadores da hanseníase”, enfatizou Rafaela Siqueira, assessora técnica da Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau.

De acordo com ela, o primeiro sinal clínico da hanseníase é uma ou mais manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, que podem aparecer em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, ao frio, à dor e ao tato. “O paciente deve procurar uma UBS [Unidade Básica de Saúde], para que a mancha seja avaliada, pois nós temos instrumentos específicos para avaliar esses sinais. O profissional enfermeiro pode fazer essa avaliação e, caso seja confirmado, havendo alteração de sensibilidade, ele encaminha o paciente para um médico que atue na Atenção Básica, na qual será fechado o diagnóstico”, destacou.

A assessora da Sesau ressaltou que, após concluído o diagnóstico de hanseníase, o tratamento é iniciado na UBS, podendo durar de seis meses a dois anos, com acompanhamento mensal. “A doença tem cura, desde que o tratamento seja feito na íntegra e não sofra interrupções”, acrescentou Rafaela Siqueira.

Em 2017, foram registrados em Alagoas 307 novos casos e, no ano passado, a Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau contabilizou 334 novas ocorrências.