Foto: Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Renan Filho

Pelos corredores do Palácio República dos Palmares surge a conversa de que houve uma “composição” com o governador Renan Filho (MDB) para que o deputado estadual Olavo Calheiros (MDB) retirasse sua candidatura à presidência da Casa de Tavares, garantindo o caminho livre para Marcelo Victor (SDD).

Como já disse aqui, repito: Olavo Calheiros desiste de sua candidatura porque desistiram antes dele. Simples assim. O parlamentar - mesmo com o apoio do Palácio - não teve poder de articulação e nem era o candidato que a Casa queria. É fato.

O governo tentou pressionar exonerando cargos do Executivo que eram ligados a deputados estaduais. Não adiantou. Os nomes dos aliados de Renan Filho que se encontram na Mesa Diretora nada devem ao governador. O que se cria é uma “narrativa” e nada mais. Renan Filho não fez o presidente da Assembleia Legislativa como queria.

Basta olhar em retrospectiva para perceber isso.

Se isso terá consequências futuras, aí é com o tempo. Todavia, creio que não.

Tudo se acertará.  Até porque os deputados estaduais que votam em Marcelo Victor querem ter poder de barganha, mas não querem se distanciar da posição de bancada governista.

Renan Filho terá facilidades com o parlamento estadual, mas não as que esperava.

Dizer isso não é afirmar que Marcelo Victor é um bom candidato. Longe disso. Marcelo Victor tem problemas que sua biografia atesta, mas articula bem junto aos “companheiros”. Soube formatar o grupo com mais de 20 parlamentares e garantiu uma situação cômoda para “peitar” o governo. Agora, os palacianos precisam de uma narrativa. Então, tome ela…

Como a eleição está praticamente liquidada e ninguém quer mais briga, os deputados estaduais que articularam a eleição de Marcelo Victor desde o início deixarão isso por isso mesmo.

Ao governador restou saber que não pode fazer o tio Olavo Calheiros presidente da Casa. Agora, é montar a bancada governista que sempre vem por gravidade. Afinal, quem está na Mesa também quer entrar no Palácio.

Entramos naquela fase que Renan Filho quer deixar para janeiro: a composição do novo secretariado e a reforma administrativa que também depende de acomodar aliados e futuros aliados.

É a política!

Não se ganha todas, governador!

Nessa “quase” briga que se viu no mês de janeiro, a indagação é: o que muda para a população em geral? Quase nada! O parlamento segue com seus velhos problemas. O xadrez até aqui não coloca no tabuleiro interesses outros que não o jogo pelo poder. Claro, como reflexo disso, teremos a forma como serão tratadas matérias vitais para o Estado e com desdobramento na vida das pessoas. E aí, se espera que um parlamento vote - dentro de condições ideias - pelo que for bom para o Estado.

É esperar como será o comando da Assembleia Legislativa nas mãos do deputado estadual que não gosta de holofotes, não dá muita satisfação para a opinião pública e é um enxadrista na Casa. O que não quer dizer que se poderia esperar algo diferente se fosse Olavo Calheiros. No final das contas, dentro do que realmente importa, a sensação que fica é que tudo mais do mesmo…

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