Divulgação 1346676857421585252822748141350874671218n Bárbara Regina

Após mais de seis anos do desaparecimento de Bárbara Regina Gomes da Silva, a Justiça de Alagoas determinou na última segunda-feira (7), que Otávio Cardoso da Silva Neto, acusado de matar a jovem, deve ir a júri popular sob a acusação de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ao Cada Minuto, a avó de Bárbara, Tereza de Jesus disse que a família cogita várias possibilidades para o desaparecimento, entre elas, que a jovem foi vítima de tráfico de mulheres.

Ainda não há data para o julgamento acontecer, mas a avó da jovem espera por novidades no dia do júri. Tereza afirmou que a família fica em dúvidas sobre o desaparecimento de Bárbara já que o corpo nunca foi encontrado.

"Por que ele faria isso e sumiria com o corpo? Geralmente, deixa o corpo em qualquer lugar e acabam encontrando. Então, ele matou ou não matou? Vendeu ela pra algum lugar? Pra prostituição? Foi um sequestro para tráfico de mulheres? Ou ele matou e já tinha lugar certo pra esconder, era um crime encomendado”, questionou Tereza.

Durante as investigações, um dos depoimentos de um homem identificado como Tiago Handerson de Oliveira Santos, primo de Vanessa Ingrid [envolvida com o PCC e que comandava uma rede de prostituição], contou detalhes da morte de Bárbara. Segundo ele, Bárbara acabou morrendo por conta de uma dívida, que contraiu após se viciar em cocaína. Ela teria contraído um empréstimo de R$ 1800 reais, que acabou não sendo pago. Vanessa com raiva tramou a morte da jovem e contratou Otávio para executá-la.

“A Bárbara começou a cheirar pó e muitos clientes estavam reclamando. Ela pegou um empréstimo e não pagou. Com raiva, ela contratou o Otávio, pagou a ele 50 gramas de Braight [forma como a cocaína é chamada na gíria] para ele atrair a Bárbara pra boate e depois a matou”, contou a testemunha.

Entretanto, a família não acredita na versão apresentada por Tiago e na versão da  polícia de que Otávio agiu sozinho.

"Gostaríamos que o Otávio abrisse a boca e falasse o que realmente fez. Sinceramente? Ele não está sozinho no caso, tem alguém por trás. A gente não sabe se a polícia sabe mais do que informou pra gente, se ela [Bárbara] realmente saiu com ele, se tinha alguém esperando do lado de fora que a abordou. Então, a gente não acredita muito na versão que eles contam", finalizou a avó. 

Para ela, enquanto o corpo não for encontrado, Bárbara continua desaparecida.

O caso

Bárbara desapareceu no dia primeiro de setembro de 2012, após sair de uma boate na Pajuçara, em Maceió. Imagens do circuito interno de segurança mostram o momento em que a jovem saiu acompanhada de Otávio Cardoso, que teria assumido para amigos ter matado a jovem por ela ter se negado a fazer sexo.

Segundo uma testemunha, dias depois, Otávio teria ido até um lava jato que costumava frequentar, onde o dono do estabelecimento e a testemunha perceberam que o carro estava sujo com pó de cana, além de barro por dentro e por fora do veículo.

*estagiária sob a supervisão da editoria