Agência Brasil Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Paulo Guedes

 

Os novos presidentes da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram empossados, na manhã desta segunda-feira (7), em cerimônia no Palácio do Planalto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em discurso antes de empossar os novos presidentes dos bancos públicos que as instituições financeiras foram vítimas de “fraudes, saques e assaltos”. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que quer transparência na nova gestão e em “atos, ações e contratos” do passado.

“Como falamos do que já aconteceu lá atrás, o Banco do Brasil também já capotou antes, também já recebeu aumento de capital e mantém também o mercado de crédito segmentado. E a Caixa Econômica Federal também foi vítima de saques, fraudes e assaltos dos recursos públicos”, disse Guedes.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou ontem (domingo, 6), Guedes atuou como uma espécie de fiador de negócios suspeitos de fraude. O Ministério Público Federal (MPF) analisa documentos dos fundos de pensão da Caixa Econômica (Funcef), do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros) e dos Correios (Postalis) para investigar as suspeitas.

Pedro Guimarães, Rubem Novaes e o ex-ministro Joaquim Levy assumiram, respectivamente, as presidências da Caixa, do BB e do BNDES.

Guimarães destacou em seu discurso o tamanho e a importância da Caixa. Ele adiantou que o banco deverá vender participações em empresas que controla. Segundo ele, a Caixa deverá também reforçar o financiamento imobiliário por meio do mercado de capitais e investir em microcrédito a juros mais baixos para “devolver cidadania” às pessoas.

Levy, o segundo a ser empossado no fim da manhã de hoje, disse que o BNDES deverá trabalhar “em parceria com o mercado” e desenvolver novas ferramentas para combater distorções.

Rubem Novaes, novo presidente do Banco do Brasil, afirmou que o país passou por “grandes desgraças, como mensalão, petrolão, crise da segurança e recessão terrível”. Para ele, o BB terá a responsabilidade de “reverter o quadro e fazer brasileiros se sentirem honrados” com uma gestão “eficiente, transparente e honrada”.