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Mesmo com a atuação da Força Nacional, foram registrados três ataques no Ceará na noite de sábado (5/1) e madrugada de domingo (6). Segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública do estado, pelo menos 103 pessoas foram presas desde o início da onda de crimes. O governador Camilo Santana (PT) avisou que vai endurecer no combate à violência. “O momento é, mais do que nunca, de união de todas as forças”, afirmou o gestor em mensagem à população. “Serei duro contra o crime”, finalizou.

Desde que as tropas federais chegaram, 53 pessoas foram detidas. Dos três ataques registrados no período, dois ocorreram na noite de sábado e um na madrugada de domingo. Por volta das 19h, uma dupla passou atirando contra um posto policial em Fortaleza. Em Messejana, na região metropolitana da capital cearense, um posto de combustível teve duas bombas de gasolina incendiadas. Dois caminhões que estavam no pátio da Prefeitura de Barroquinha, no interior do estado, também foram alvo dos criminosos. Os veículos foram incendiados

Há cinco dias, uma série de episódios violentos toma conta de Fortaleza e se estende para várias outras cidades do Ceará. Segundo o defensor público Emerson Castelo Branco, que atua em presídios na região, os incidentes se intensificaram depois de a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária ter anunciado “endurecimento” na atuação nos 12 presídios do estado.

A imprensa local informa que a onda de ataques chegou a Jericoacoara, um dos principais pontos de turismo da região. Um ônibus foi incendiado nas proximidades de uma creche da cidade. Não há informações de vítimas.

Ordens


“Por minha determinação, todas as forças de segurança do Ceará estão em regime permanente de plantão para coibir essas ações, prender os bandidos e proteger a nossa população”, afirmou o governador.

Apenas do Ceará, serão 29 mil profissionais destinados ao trabalho. De acordo com Camilo Santana, o foco é o combate ao crime organizado fora e dentro de unidades prisionais. Para o gestor, os bandidos têm um objetivo específico: pressionar o estado a recuar nas medidas adotadas. “Não há nenhuma possibilidade de acontecer. Pelo contrário: endureceremos cada vez mais contra o crime.”

O governador reiterou que haverá uma secretaria especialmente voltada para a atuação nos presídios. Ele conta que houve o reforço no sistema de segurança com a contratação de quase 10 mil profissionais nos últimos quatro anos, e outros 600 foram convocados para atuação imediata. Também foram comprados equipamentos, mais de 2.100 viaturas e ampliado o esquema de tecnologia e inteligência.

Camilo Santana disse, ainda, que conversa de forma permanente com os ministros da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, e da Defesa, general Fernando Azevedo, para ações conjuntas. “É papel de todos proteger a população, deixando de lado vaidades e interesses pessoais ou partidários”, destacou. “O bem-estar da população do Ceará sempre estará em primeiro lugar e lutarei com todas as minhas forças por isso.”