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O presidente Jair Bolsonaro propôs um "pacto nacional" entre a sociedade e os poderes da República em um discurso de 9 minutos e 53 segundos no Congresso Nacional após tomar posse no cargo para o mandato 2019-2022.

Ele fez referência ao "pacto" ao falar sobre os desafios do novo governo na área econômica. Segundo o novo presidente somente "um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário" será possível vencer os desafios da recuperação econômica.

"Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia, que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e eficácia sem viés ideológico. Neste processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando papel decisivo em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente. Dessa forma, todo o setor produtivo terá aumento de eficiência, com menos regulamentação e burocracia", afirmou.

Bolsonaro disse que o novo governo vai priorizar quatro pontos: combate à corrupção; combate à criminalidade; economia; dar fim à irresponsabilidade ideológica.

Principais pontos do discurso

Conclamou os poderes a um "pacto nacional".

Prometeu medidas para abrir o mercado brasileiro ao comércio internacional.

Afirmou que governo não gastará mais do que arrecada e que contratos serão cumpridos

Prometeu "reformas estruturantes".

Disse que valorizará policiais, que "sacrificam suas vidas" para garantir a segurança

Prometeu escola que prepare os filhos "para o mercado de trabalho e não para a militância política".

Se comprometeu a construir uma sociedade sem discriminação.

Disse que combaterá a ideologia de gênero.

Prometeu respeito a todas as religiões, "respeitando nossa base judaico-cristã".

'Amarras ideológicas'

Ele também afirmou que, sob o governo dele, o Brasil "voltará a ser um país livre das amarras ideológicas". Bolsonaro convocou os parlamentares do Congresso a ajudá-lo a reerguer e libertar o país "do jugo da corrupção, da criminalidade, da responsabilidade e da submissão ideológica".

"Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e as nossas tradições judaico-cristãs, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas. Pretendo partilhar o poder de forma progressiva, responsável e consciente. De Brasília para o Brasil, do poder central para estados e municípios", declarou.

Bolsonaro iniciou o discurso agradecendo "a Deus por estar vivo" e à Santa Casa de Juiz de Fora, onde foi atendido após ter sofrido facada em um atentado durante a campanha eleitoral.