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Conforme dados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom) do Ministério da Saúde (MS), 3.015 alagoanos fazem o uso de medicamentos para reduzir a carga viral do HIV no sangue. Desse número, 2.970 adultos e 45 crianças.

De acordo com a coordenadora do Programa de Combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Sandra Gomes, os antirretrovirais usados em combinações conhecidas como “coquetéis” são a chave para reduzir a presença do vírus no organismo, chegando à chamada carga viral indetectável, quando as chances de transmissão são quase nulas.

A infecção por HIV ainda não tem cura, mas há medicamentos que podem minimizar os efeitos da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) e auxiliar a pessoa portadora a ter mais qualidade de vida.

Sandra Gomes conta que, assim que o HIV foi descoberto, no início dos anos 1980, havia um desconhecimento não apenas por parte das pessoas infectadas, mas, também, das equipes de saúde da época. “Tanto é que, se formos observar do ponto de vista histórico, os profissionais ficavam muito paramentados, porque não sabiam se a infecção causada pelo vírus acontecia através do ar ou do contato imediato com a pele. E, então, houve esse processo longo de descoberta para tentar lidar com o HIV”, disse.

Em termos de pesquisa, os antirretrovirais chamavam muito a atenção quando começaram a ser estudados, em 1980, visto que causavam bastante enjoo, tontura, vômito e diarreia. À época, de acordo com Sandra Gomes, a depender do esquema medicamentoso que fosse feito, os pacientes costumavam tomar até 20 comprimidos por dia. A despeito desses inconvenientes, o remédio reduziu de forma significativa a mortalidade de pessoas com o HIV e a Aids.

“Costumo comparar até a questão dos exames. Antes, a análise para o diagnóstico de HIV era feita por coleta venosa e demorava, em média, de 30 a 40 dias para ficar pronto. Agora, com a testagem rápida, por meio da punção digital, é possível detectar os anticorpos contra o HIV num tempo inferior a 30 minutos. Esse método tem permitido que o indivíduo faça o teste, conheça o resultado e receba imediatamente o aconselhamento necessário”, afirmou.