Foto: Carla Cleto 8fd68765 2f4e 4617 ab14 fa39ccf14d87 MacroPlan também sugere um esforço concentrado do Estado na redução da taxa de cesáreas e aumento da taxa de aleitamento materno exclusivo até os seis meses

Dados da MacroPlan mostraram que o índice de mortalidade infantil entre os anos de 2006  e 2016 reduziram em Alagoas. Os números foram divulgados na este mês e revelaram que, no período avaliado, o Estado subiu sete posições no ranking de mortalidade no país, o maior avanço entre todos os estados brasileiros na década.

 

De acordo com os dados da MacroPlan, Alagoas saiu da 25ª posição no ranking em 2006, quando registrou um índice de 21,5 óbitos para mil nascidos vivos, para a 18ª posição, com 14,3 óbitos para mil nascidos vivos. Entre 2015 e 2016, 18 estados registraram um aumento no número de óbitos infantis. No entanto, nesse período, Alagoas registrou a redução foi de 14,6 para 14,3 óbitos para cada mil nascidos vivos, uma queda que também recebeu destaque da MacroPlan, incluindo o Estado de Alagoas na relação de “cases de sucesso” da instituição.

 

Na avaliação do governador Renan Filho, o resultado reflete os investimentos do Estado na melhoria das condições de vida de gestantes e nutrizes, além do acompanhamento oferecido pelos órgãos governamentais às crianças nos primeiros anos de vida.

 

“O Governo de Alagoas tem agido com planejamento e eficiência para garantir uma alimentação adequada para gestantes e nutrizes, por meio do Programa de Complementação Alimentar e Nutricional, e garantido um desenvolvimento adequado das crianças até dois anos com o Criança Alagoana, o Cria, que promove ações na área da saúde, assistência social, entre outras áreas, visando o bem-estar na primeira infância”, destacou Renan Filho.

 

O relatório do IDCE aponta que as principais causas dos altos índices de mortalidade infantil registrados em Alagoas na década passada eram a “deficiências no número de leitos de UTI NEO (Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal) e UCI NEO (Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal); falta de qualificação dos profissionais na assistência aos neonatos de risco e prematuros; aumento das cesarianas e redução dos partos normais; ausência de habilitação de novos hospitais para serviços de alto risco e fragilidades na rede de assistência pediátrica”.

 

Em seu estudo, a MacroPlan relaciona uma série de iniciativas adotadas pelo Governo de alagoas na área da saúde como responsável pela redução no número de óbitos infantis nos últimos dez anos, entre elas, a ampliação do número de leitos pediátricos, de unidades de tratamento intensivo (UTI) e de unidades de cuidados intermediários (UCI) neonatais; a universalização das casas de parto e centros de parto normal com enfermeiros obstétricos e qualificação dos profissionais em reanimação neonatal; ampliação do acompanhamento pré-natal, com o aumento da cobertura de atenção básica para as gestantes e recém-nascidos e a qualificação do pré-natal de alto risco e risco habitual.

 

A consultoria também citou como medidas de impacto na redução da mortalidade infantil em Alagoas a implantação do mapa de vinculação da gestante ao local do parto, eliminando a peregrinação pelas maternidades no momento do parto; a qualificação dos profissionais neonatologistas (médicos e enfermeiros); a elaboração de estratégias de fortalecimento do aleitamento materno; a criação de comitê estadual de investigação de óbitos infantis e a implantação de um fórum de discussão entre gestores municipais, gestores estaduais e serviços de assistência materno infantil, além da instituição de um programa de identificação e divulgação de experiências exitosas nos municípios e serviços de saúde.

 

Para manter a tendência de queda na mortalidade infantil, o estudo aponta também os desafios do Governo de Alagoas para os próximos anos, como o enfrentamento doas casos de óbito por causas evitáveis, a continuidade das ações e dos investimentos na área da saúde, o funcionamento do Hospital da Mulher e do Hospital da Criança e a criação de referências regionais para o pré-natal de alto risco.

 

A MacroPlan também sugere um esforço concentrado do Estado na redução da taxa de cesáreas e aumento da taxa de aleitamento materno exclusivo até os seis meses; a melhoria contínua da qualidade da assistência pré-natal pela atenção primária em saúde e a implementação das boas práticas obstétricas e neonatais em todos os locais de nascimento (maternidades, casas de parto e centros de parto normal).

 

Em consonância com essas orientações, o Governo de Alagoas deverá inaugurar, já em 2019, três novos hospitais na capital e no interior do Estado, entre eles o Hospital da Mulher, em Maceió, com investimento de R$ 24 milhões, 127 leitos e capacidade para 1.500 atendimentos por mês. Também estão em estágio avançado as obras do Hospital Metropolitano, também na capital, e do Hospital Regional do Norte, em Porto Calvo.

 

A construção dos hospitais regionais da Mata, em União dos Palmares, e do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia, também já foram iniciadas. Todas as novas unidades deverão oferecer serviços em pediatria, neonatologia, obstetrícia e outras especialidades voltadas à redução da mortalidade infantil.

 

*com Agência Alagoas