Foto: Reprodução D813ede5 7bed 455a 956e 3e039acdf1b4 Claudinete Catum foi assassinada dentro do supermercado em que trabalhava

Foi condenado a 31 anos e sete meses de prisão, em regime fechado, Genilson Ferreira Silva acusado de matar a operadora de caixa Maria Claudete Catum, dentro de um supermercado no município de Penedo. O crime aconteceu no dia 23 de fevereiro de 2016.

Genilson foi julgado na tarde desta quarta-feira (21), no Fórum de Penedo. O julgamento foi conduzido pelo juiz Rafael Wanderley Casado da Silva, da 4ª Vara Criminal da Comarca.

Os júri entendeu que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Genilson Silva, que não poderá apelar em liberdade, recebeu 23 anos e três meses de reclusão pelo crime de homicídio e oito anos e quatro meses pelo crime de roubo.

O caso

Maria Claudinete foi assassinada a tiros, nas mãos e tórax, em fevereiro de 2016, no supermercado em que a vítima trabalhava. O réu utilizou uma motocicleta, que havia roubado, para fugir do local. A motivação do assassinato teria sido uma paixão não correspondida pela vítima, que era casada.

Na época do crime, testemunhas relataram que o homicídio foi praticado por um homem vestindo blusa cor de vinho, calça preta e capacete vermelho. Antes de entrar  no estabelecimento comercial, ele teria passado três vezes pela frente, em uma motocicleta Honda CG com placa de Coruripe. Genilson foi identificado pela polícia dois dias após o crime.

Ainda segundo testemunhas, Maria Claudinete nunca se relacionou com o réu, e era constantemente assediada por ele, que enviava presentes e falava que “se a vítima não fosse dele, não seria de mais ninguém”.

Em depoimento à polícia, o marido da vítima contou que pouco depois de ter conhecido Maria Claudinete, teria visto uma mensagem de Genilson no celular dela dizendo que era para terminar o relacionamento porque ela poderia ter problemas. Dias antes de casarem,  o marido soube que o acusado tinha voltado de São Paulo e decidiu conversar com ele para pedir que o mesmo seguisse a vida com sua esposa e os filhos, mas também foi ameaçado pelo réu.

Membros da igreja que os três frequentavam ainda tentaram ajudar mandando o acusado para o Ceará, mas, mesmo assim, ele continuou ligando para Maria Claudinete. O marido da vítima ainda soube que o acusado teria o procurado em casa antes de seguir para o supermercado, mas não o encontrou.

*com TJ/ AL