Foto: Reprodução/Internet Cb77c22b 2195 4297 8182 d3aec27ec0c7 O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL) Nildo Correia

Durante a tarde desta quinta-feira (06), o ministro extraordinário e coordenador da equipe de transição do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, confimou a pastora e advogada Damares Alves na chefia do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. A nomeação, no entanto, vem gerando atritos com alguns movimentos sociais.

O presidente do Grupo Gay de Alagoas  (GGAL), Nildo Correia, afirmou em entrevista ao CadaMinuto que a pastora, que já havia declarado que o Brasil vive uma “ditatura gay”, é uma pessoa que semeia o ódio às minorias.

“Damares é a mentora da mentira sobre o kit gay e é uma fanática religiosa, que não contribui em nada com nenhum movimento social. Ela é uma pessoa que semeia o ódio às minorias, principalmente a classe LGBT e as mulheres”.

Sobre a declaração da ditadura gay, Nildo afirmou que a fala é um equívoco: “é a prova da ignorância. O que acontece no Brasil é que as pessoas matam e massacram as minorias em nome de Deus e de princípios ditos bíblicos” relatou ele.

O presidente disse ainda que o cenário esperado para os próximos quatro anos é o de mais machismo, homofobia e transfobia, além da apologia ao ódio contra as diferenças. “O movimento quer tentar dialogar, por que se fomos deixar eles fazerem o que quiserem vai ser um caos bem maior. Pretendemos resistir, essa é a palavra: resistência. Estamos aqui”, finalizou.

*Estagiária sob supervisão da editoria