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Inspirado em uma série de tv dos anos 80, "As Viúvas" (2018) é o mais novo longa do diretor Steve McQueen, que traz quatro mulheres lutando pela sobrevivência, após a morte dos maridos golpistas. 

Esse é o quarto filme da filmografia de McQueen, que conta com os intensos "Hunger", "Shame" e "12 Anos de Escravidão". Apesar das disputas políticas e críticas sociais presentes em "As Viúvas", nitidamente este é o projeto mais comercial e menos intenso da carreira do diretor, mas isso não quer dizer que o longa é ruim.
Viola Davis comanda o elenco e continua entregando interpretações viscerais, entretanto, ao analisar seus últimos trabalhos, percebo uma sensação de deja vu, em que a atriz veste a mesma carga emocional. A surpresa ficou por conta de Elizabeth Debicki no papel da viúva espancada pelo marido e manipulada pela mãe, que amadurece ao entrar no plano das novas amigas.
Daniel Kaluuya, protagonista do sucesso "Corra!", também se destaca como o ameaçador Jatemme.
O roteiro trata da adaptação das viúvas a uma nova vida, ao passo que tenta aprofundar questões políticas e disputa pelo poder, mas ficou amarrado com a trama do golpe milionário. Logo, o filme ficou no meio termo entre o drama com algo a dizer e um genérico filme de roubo. Mesmo sem empolgar em nenhum dos dois segmentos, ele consegue segurar a atenção durante sua projeção por conta do elenco competente e pela habilidade de McQueen em inserir tomadas e planos cinematográficos que fogem do convencional para nos dar uma nova perspectiva para determinadas cenas. O enredo ainda aposta em uma reviravolta que pouco contribui com a trama.

Isoladamente, "As Viúvas" é um bom filme, porém, menor que a grandeza de seu diretor.

7.5

*Nos Cinemas

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