Foto: Ascom TJ/AL Fa1b7e12 3084 4d1f 9e6a 11601d225c4d Tribunal de Justiça de Alagoas

Acusados pelo homicídio triplamente qualificado de Sônia de Menezes Vasconcelos, de 62 anos, ocorrido em março de 2010, o réu David Rocha Cavalcante foi condenado pelo Conselho de Sentença da 9ª Vara Criminal de Maceió a cumprir pena de 30 anos de reclusão e Alexsandro Sthefanes de Lima Silva a 25 anos.  A decisão foi tomada nessa quinta-feira, dia 22, pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da unidade.

De acordo com a assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), os acusados teriam sido contratados por alguém que queria se vingar de um dos filhos da vítima. Durante o processo, foram levantadas diversas hipóteses da motivação do crime, mas nenhuma foi comprovada.

Conforme os autos do processo, na tarde do dia 3 de março de 2010, no bairro do Benedito Bentes II, David Rocha Cavalcante e Alexsandro Sthefanes de Lima Silva foram até o estabelecimento comercial da vítima, mas ela não estava no local. Os réus seguiram até a casa de Sônia de Menezes e, se passando por agentes de saúde, conseguiram entrar no local.

Ao encontrarem a vítima sentada no terraço fazendo a unha, os réus perguntaram se ela conhecia Rogério de Menezes e Sônia respondeu que era seu filho. Em seguida, disseram “isso é uma encomenda que mandaram para Rogério” e dispararam seis tiros de arma de fogo contra a vítima, que não resistiu. Os acusados fugiram do local com o auxílio de Leonardo Marinho da Silva, que faleceu ainda durante as investigações policiais.

Dias depois, os acusados voltaram ao local do crime para matar uma das testemunhas, oportunidade em que a Polícia Civil foi alertada e os prendeu em flagrante.

Ao aplicar a pena, o magistrado Geraldo Amorim levou em consideração as consequências do crime para a família da vítima, que passou a sofrer problemas psiquiátricos e se mudou de Maceió. “O filho da vítima, Rogério, atualmente, também sofre com depressão, que foi ocasionada pela morte de sua genitora. Por oportuno, insta salientar que os filhos são claros ao afirmar o medo de morrer, após o brutal acontecimento, de modo que foram obrigados a vender seus bens por um preço abaixo do mercado em virtude do temor gerado pelo crime”, disse. Os réus não poderão recorrer em liberdade.

 

*Com Ascom TJ