Tenho visto muitas pessoas apostarem que sua felicidade está em um emprego melhor, em um corpo perfeito, carros e viagens, status de poder ou até mesmo depositar sua felicidade em alguém. Como também tenho presenciado algumas pessoas visivelmente apáticas se dizerem ser felizes porque alcançaram um objetivo que até então acreditavam que mudaria sua vida, e ao fazer alguns questionamentos especulando outras áreas de sua vida, cai àquela ficha que talvez não fosse só aquilo que lhe preencheria o vazio.

Não estou dizendo que o mundo está infeliz, só estou constatando que as pessoas buscam por algo subjetivo e que nem sabem o significado de ser feliz efetivamente. E se eu te perguntar: O que é ser feliz para você?

As pessoas depositam toda a sua esperança de ser feliz em um único sonho, e muitas vezes pouco se esforçam para que se torne realidade, e deposita a responsabilidade do fracasso como sendo a vontade de Deus, será mesmo que Deus quer que você se conforme com tudo que acontece ou não acontece em sua vida?

Se você está se questionando neste momento ou questionando as minhas palavras, acredite, é um bom sinal. Em algum momento da minha vida eu já me senti assim e foi essa autorreflexão que me alertou que não precisava ser assim.

Seguimos o fluxo de uma vida “Normal” rotulada pela sociedade, por  nossos pais e o ambiente em que crescemos e vivemos. Pode até ser comum, mas normal é voce viver uma vida abundante e feliz e se você não vive essa felicidade plena , isso não pode ser considerado normal.

Imagine o seguinte caso de uma vida normal. Um pai de família já contagiado e contaminado por esses estímulos negativos comunicados pelo mundo ao seu redor chega à casa exausto, cansado, estressado depois de dez horas de trabalho. Ao passar pela sala, um dos seus filhos que está ouvindo música acena para o pai apenas com um sutil levantar das sobrancelhas e nada mais. Na mesma hora, uma voz interna, chamada voz da consciência, questiona esse pai que acabara de chegar à casa dizendo: “É assim que o seu filho recebe você em casa depois de um dia inteiro de trabalho?” E o pai imediatamente responde à voz com um tom de gozação: “Jovens, jovens. Jovens são assim mesmo. Vivem cada um no próprio mundo. Isso é normal”. Depois de passar pelo filho, ele vai em direção a seu quarto e passa pela filha, que está atenta ao seu celular e não o cumprimenta. E novamente a voz interrompe seu caminhar e pergunta: “E sua filha, que não é mais tão jovem assim, não vai te cumprimentar com uma palavra ou um abraço? E novamente ele responde: “Filhos são assim mesmo”. Cada um no seu mundo. Isso é normal”. Então, no corredor da casa, ele finalmente trava o primeiro diálogo com alguém. Sua esposa, sem olhar para ele e sem entusiasmo nenhum, pergunta: “Trouxe o pão?” Dessa vez a voz fala mais forte e inquisitiva: “Nem a sua esposa se levanta para te recepcionar depois de um dia de trabalho?” E com uma resposta pronta ele fala: “São vinte anos de casamento. Você acha que as esposas vão receber seus maridos na porta com um beijinho, dizendo eu te amo depois de anos de casados? A vida é assim mesmo. Isso é normal!”. Ao passar por toda a sua família ele vai tomar banho. Ao sair do banheiro, ele se dirige para a cozinha, tira seu prato do forno, senta-se sozinho à mesa e começa sua refeição silenciosa, se não fosse pelo barulho dos carros que vem da janela. Novamente a voz diz: “Você vai jantar só? Toda a sua família está em casa e você vai jantar sozinho?”. Ele novamente responde: “Cada um tem sua vida, seus afazeres. Você sabe que é assim mesmo. As famílias hoje em dia são assim. Isso é normal”. Ao acabar o jantar, ele se senta à mesa da sala e começa a separar as contas do mês que vai pagar e as que ele não vai conseguir pagar. A voz reaparece e pergunta com um ar de cobrança: “Você vai deixar de pagar todas essas contas neste mês?” E novamente, com uma resposta pré-fabricada ele interrompe a voz e rebate dizendo: “Na vida que levamos hoje, atrasar uma conta ou outra é normal!”. Entretanto, a jornada desse pai de família na sua casa não para por aí. Depois de separar as contas a ser pagas e as que não o serão, ele vai para o seu quarto, deita-se na cama, liga a TV e assiste a um filme de ação só para relaxar, enquanto sua esposa está vidrada em uma rede social. Agora, em tom de desespero, a voz o questiona: “Você não vai conversar sobre o seu dia com sua esposa, fazer carinho nela ou fazer amor?”. E de forma ríspida o homem responde à voz que questiona toda a sua vida: “Você não percebe, que temos vinte anos de casados, que é assim mesmo? Todo mundo vive assim! E pela milésima vez: Isso é normal! Minha esposa gosta de rede social e eu gosto de filmes de ação, e pronto”. Passada uma hora, o filme de ação se transformou em filme de pornografia, a esposa já está dormindo e ele, mesmo exausto, não sente sono, tenta dormir, mas não consegue. Desliga a TV e permanece com os olhos abertos. Sem conseguir relaxar, a alternativa é tomar um “remédio para dormir”. Ele toma um comprimido, que não faz efeito. Depois de tomar o segundo comprimido, a voz já cansada de seu dono e seu estilo de vida pergunta mais uma vez: “Vai tomar dois comprimidos para dormir?”. E também cansado de ter sua vida confrontada por essa voz que não lhe dá trégua, ele responde pesadamente: “Quem não toma remédio para dormir? Hoje em dia todo mundo toma. Isso é normal”. Então, uma hora depois de tomar o segundo comprimido o sono vem. Um sono superficial, respiração pesada e uma apneia noturna assustadora. O celular desperta indicando 6h30 da manhã. Ele levanta cansado e atrasado para ir ao trabalho e sai apressado sem se despedir dos filhos e da esposa. E a voz não perdoa e pergunta: “Você não vai sair sem se despedir dos seus filhos e da sua esposa, vai?”. Ao que ele responde rispidamente: “Você não vê que estou atrasado, que não tenho tempo para isso? Nesse mundo corrido, ninguém tem tempo para essas besteiras. É assim mesmo, isso é normal?”. E antes de chegar ao trabalho ele já discutiu duas vezes no trânsito, sem contar os sinais obscenos que fez para outro motorista que tomou a sua frente. Desta vez, a voz se calou, não perguntou nem questionou. Apenas deixou ele seguir seu caminho de todos os dias. A voz da consciência se calou, foi vencida. E no lugar dela, surge uma nova voz. Uma voz que faz piada com a própria desgraça. Uma voz negativa, irônica e justificadora. Ao chegar ao seu trabalho, estressado e zangado, ele parou à porta, suspirou, respirou fundo e de cabeça baixa entrou. Entrou sem falar com ninguém, sem olhar para ninguém, sem cumprimentar seus colegas e foi direto para sua sala. Afinal, ele ia passar as próximas dez horas fazendo o que não queria fazer, com pessoas com quem não gostaria de estar e recebendo bem menos do que se achava merecedor. E antes que a voz da consciência o trouxesse para a sua dura realidade numa tentativa de acordá-lo para as boas possibilidades da vida, veio a voz pessimista e negativa do senso comum. E, de forma irônica e acusadora, a voz disse: “Isso é normal. Quem é que gosta do seu trabalho? A vida é assim mesmo. Tem de aguentar essa droga de trabalho chato enquanto não aparece nada melhor. Família para sustentar e contas a pagar. Isso é normal”. Agora era uma voz negativa, pessimista que falava. E tudo o que ela fazia era dizer que aquilo tudo era normal. Ao final do expediente, no começo da noite, esse homem entra no seu carro, pega os mesmos engarrafamentos e chega à sua casa. Ali, parado diante da porta, olha para baixo, respira fundo e entra. E como quem assiste ao mesmo DVD, o filme se repete mais uma vez. Mais um dia em que aquele homem vive a própria e triste rotina. Um homem que na verdade não está vivendo e sim sobrevivendo à própria vida, agindo muito mais como coadjuvante do que como o autor da história da sua vida. E por isso aceitando qualquer papel disponível. Você conhece alguém que de uma maneira ou outra tem a vida parecida com a do personagem acima? Você conhece alguém que vive uma vida precária ou limitada e talvez nem se dê conta disso? Você conhece alguém cuja voz da consciência fala, grita, adverte, aconselha e implora por mudanças até o ponto de se calar? Uma coisa é certa e posso lhe garantir: NADA DISSO É NORMAL.

Assim que li esse trecho escrito em um livro (O Poder da Ação) fiquei muito impactada com tamanha e dolorosa realidade. Se isso também fez sentido para você, te convido a conhecer outro de tipo de vida que é totalmente possível e não é uma utopia. Que fique claro que não estamos falando de uma vida sem problemas, esses sempre irão existir o que diferencia é a maneira com que você lida e encara cada um deles.

É possível ter uma vida equilibrada e plena em todos os pilares que a compõe, e o primeiro passo é você acordar para sua realidade atual e ter clareza de onde você quer chegar. Analisar os seus porquês, porque que é importante para você passar em um concurso? Porque é importante casar e ter filhos? Por trás dos porquês estão os reais significados. E se essas realizações ainda assim fizerem sentido para você, siga a diante, pois agora você tem uma direção do que realmente almeja e não está sendo levado pelo fluxo das imposições sociais.

Já aconteceu a você de se olhar e não gostar daqueles quilos a mais? De observar seu momento profissional somente com frustação? De se sentir desconectado dos seus familiares, e dos seus amigos? Se você acha que essas são situações normais, pense de novo!

NÃO EXISTE OUTRA OPÇÃO. ESTÁ EM SUAS MAOS REESCREVER SEU FUTURO.

 

Sua Coach Carol Fontan 

    @coachfontan

 

 

Fonte de inspiração: trecho do livro o poder da ação.