Assessoria 6b6268ec 8c7d 4448 bcc3 55b74e15e4c7 FPI interdita laticínio clandestino em Palestina e aplica ao dono multas de R$ 14 mil

Um laticínio clandestino, localizado no povoado Machado, na zona rural de Palestina, município do Sertão alagoano, foi interditado e multado em R$14mil, nesta quarta-feira, dia 14, por técnicos da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), coordenada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL).

A equipe de Produtos de Origem Animal e Produtos Perigosos flagrou o laticínio em funcionamento produzindo queijo manteiga e coalho sem qualquer apego sanitário, fora das exigências estabelecidas por lei. O empreendimento não tinha licença ambiental e nem autorização sanitária para funcionamento.

O proprietário do empreendimento foi encaminhado para a Delegacia de Pão de Açúcar para os procedimentos cabíveis, porém, o crime é passível de fiança. Além disso, recebeu duas autuações que juntas superam a marca de 14 mil reais. A primeira do IMA por falta de licenciamento ambiental, no valor de 6 mil e 500 reais e a segunda da Adeal (Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas), por não portar licença e processar produtos em condições inadequadas de higiene, esta com um custo de 8 mil e 500 reais.

Foram apreendidos no local e encaminhados pra inutilização quarenta quilos de queijo mussarela, dez de massa de queijo, dez de manteiga de garrafa e trinta de processada. Também foram descartados 400 litros de calhada e 250 de soro de leite que aguardava processamento.

Os técnicos da equipe Produtos de Origem Animal e Produtos Perigosos, formada por membros do BPA, Adeal, CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária), CREA, IMA, PRF e MP/AL, explicam que o que mais impressiona é que todas as pessoas que foram flagradas durante a nona etapa da FPI são trabalhadores realmente, porém, não procuram regulamentar a sua atividade. “As pessoas não procuram verificar quais os caminhos corretos e legais para poder transformar em alimento o que tem de insumo, então terminam promovendo um crime. São trabalhadores, mas são infratores porque produzem de forma inadequada, infringindo as leis”, alertam.

 

*Com Assessoria