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A situação da assistência oncológica em Arapiraca foi um dos assuntos que movimentou a 10ª Reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) realizada nessa segunda-feira (12). A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems), Izabelle Pereira, leu o relatório com as principais dificuldades relatadas por gestores municipais de saúde sobre a assistência oncológica da II Macrorregional de Saúde.

O Hospital Afra Barbosa de Arapiraca lista entre as principais queixas dos secretários de Saúde, a exemplo do não cumprimento das metas pactuadas pelo Unacon Afra Barbosa, que estaria dificultando a construção de um mapa de vinculação para a segunda macro; descredibilidade da assistência oncológica com recusa de pacientes para agendamento no serviço; falta de medicações e dificuldade no agendamento de exames de média e alta complexidade.

Vale ressaltar que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca realizaram em março deste ano uma auditoria no Afra que teria apontado não conformidades em descumprimento aos parâmetros de funcionamento da atenção especializada em Oncologia.

“Não entendo como o Estado e o município de Arapiraca mantêm um desserviço como o prestado por este hospital à população. Foi realizada a auditoria, o hospital continua recebendo recursos e não atende eficazmente aos pacientes e às normas sanitárias. O tratamento de quimioterapia exige medicamento ou não tem eficácia. Quando o hospital não oferta o serviço, compreende-se que não está sendo realizado o tratamento adequado e a população fica desassistida”, advertiu.

O câncer é uma doença crônica, o tratamento não espera e os pacientes da II Macro que têm este hospital como referência estão temerosos pela falta de medicamento para o tratamento quimioterápico. Demos o prazo de 30 dias para o hospital corrigir as inconformidades para reavaliarmos a condição de funcionamento. E, se for o caso, pediremos o descredenciamento do serviço”, destacou Izabelle.

Segundo ela, só faz sentido a continuidade do serviço no Afra se houver eficiência e qualidade na sua prestação. “Não foi isso que percebemos por meio desta auditoria, logo o problema é muito sério”, reforçou. O secretário de Arapiraca, Glifson Magalhães, reconheceu que o hospital diminuiu a qualidade no atendimento nos últimos três meses. “Discutimos com o Estado o relatório da auditoria e ficou acordado que daremos 30 dias para a situação evoluir”, afirmou.

Já o secretário de Piranhas, Francisco Mattos, acrescentou que o hospital tem desmarcado as consultas dos pacientes oncológicos com frequência. A queixa foi extensiva aos demais gestores da macrorregião, uma vez que os pacientes têm reclamado constantemente que o hospital muitas vezes mandam-nos para casa sem o atendimento das consultas e que a população desassistida sempre recorre às Secretarias Municipais de Saúde em busca do serviço.