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Nos últimos anos, a internet foi integrada à vida de milhões de pessoas em todo o mundo, com isso incontáveis benefícios foram trazidos à sociedade, como a facilidade de comunicação, a interação de amigos que estão distantes, o acesso e compartilhamento de informações e a praticidade. Porém, é preciso ter muita cautela quando o assunto é a privacidade dos dados em meio à internet. Uma vez que sem os cuidados necessários, essa tecnologia também pode apresentar sérios riscos à segurança dos internautas.

Na atualidade, a população cada vez mais utiliza as plataformas digitais para trocarem dados. O avanço tecnológico propicia diferentes tipos de escândalos que acabam gerando danos imensos e muitas das vezes irreparáveis.  Estamos vivendo em um momento de transição em que as relações humanas estão se tornando cada vez mais interativas, por meio dos dispositivos móveis de comunicação, contudo, estamos nos tornando cada vez mais vulneráveis aos ataques a nossa esfera de privacidade.

Você já viu uma propaganda publicitária na tela do seu smartphone ou computador que, coincidentemente, anunciava um produto ou serviço que foi tema de alguma conversa sua anteriormente? Seria realmente uma coincidência ou a nova era digital também nos escuta?

Pensando nessa curiosidade que já aconteceu com 42 de 48 entrevistados, o CadaMinuto fez uma reportagem especial falando sobre o assunto. Na sua opinião, existe privacidade em meio a tanta tecnologia?

Em entrevista ao CadaMinuto, a vendedora farmacêutica, Gabriela Souza, de 21 anos, relata que já presenciou seu colega de trabalho conversando com outra pessoa a respeito da compra de um imóvel. No dia seguinte, o Facebook e o Instagram exibiram vários anúncios de venda de casas.

Entretanto, esse caso não se restringiu apenas ao amigo de Gabriela, mas também aconteceu com ela. Ao falar sobre destinos de viagens perto do smartphone, a vendedora conta que suas redes sociais começaram a exibir anúncios não apenas de viagens, mas também de hospedagem.

De acordo com o advogado e ex-criador de sites e aplicativos, Gustavo Reis, de 30 anos, esse fato ocorre a partir do momento em que autorizamos que determinados aplicativos utilizem o microfone do nosso celular. Então, algumas empresas que investem em programas do Google que fazem esse tipo de serviço, utilizam de palavras-chaves para reconhecer possíveis anúncios em que o consumidor poderia se interessar.

Ainda de acordo com o advogado, os riscos que as pessoas correm com esse tipo de serviço é de ter informações pessoais ou sigilosas compartilhadas sem a menor intenção dos usuários.

Para se defender dessa falta de privacidade cibernética, Gustavo aponta que a melhor maneira é bloquear o uso do microfone por determinados aplicativos. Porém, se o uso não for solicitado e a “vítima” não queira correr o risco de ser ouvida pelo smartphone, o jeito é não utilizar aquele aplicativo celular.

De certa maneira, você agora pode estar se perguntando: “Isso é muito errado, cadê a minha privacidade? Eles não podem fazer isso!” Entretanto, quando se trata de internet, a sua privacidade (praticamente) não existe mais. Querendo ou não, durante o nosso dia a dia, todos nós acabamos abrindo mão da nossa privacidade desde o primeiro dia que usamos um discador dial-up para nos conectar a internet.

A grande verdade é que a nossa navegação na internet deixa muitos rastros visíveis, como por exemplo, fotos ou vídeos antigos e constrangedores que algum dia você deve ter publicado (em algum site, que você nem lembra mais o login e a senha para que possa excluí-las); ou mais discretas, como os cookies que são destinados em seu computador, notebook, tablet ou até mesmo em seu aparelho de celular, em cada uma das páginas que você acessa. Ou seja, esse é o preço que pagamos por estarmos conectado nas redes sociais, ter serviços de e-mail, ouvir música, fazer compras com um clique e muitos outros benefícios que a grande tecnologia nos traz.