Foto: Ascom ALE 593518fe 0ea8 4e08 bcd7 7a05fcb197a6 Rodrigo Cunha

Em conversas com amigos mais próximos, o senador eleito por Alagoas, Rodrigo Cunha (PSDB), afirmou não votar no candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). O motivo seria porque o então deputado votou contra a cassação de Talvane Albuquerque, acusado de ser o mandante do assassinato de sua mãe, Ceci Cunha.

A sessão que invalidou o mandato de Talvane Albuquerque, na época deputado pelo (PTN-AL), aconteceu em abril de 1999.  O placar registrou 427 votos a favor da cassação, 29 contrários, 21 abstinências e um voto em branco.

Bolsonaro foi o único parlamentar que se declarou contrário a cassação durante a sessão. O presidenciável alegou, na época, que o processo na Justiça sobre a investigação ainda estava em andamento e caso Talvane fosse inocentado todos que votassem a favor se sentiram culpados.

“Quero saber aqui quem nunca teve contato com um marginal”, justificou Bolsonaro na ocasião.

Ceci Cunha foi morta a tiros no dia de sua diplomação como deputada federal, em 16 de dezembro de 1988, junto com o marido e outros dois familiares.  O acusado, Talvane Albuquerque era o primeiro suplente da deputada e, de acordo com a denúncia do Ministério Público, queria seu lugar na Câmara Federal.

Albuquerque foi condenado a mais de 100 anos de prisão, passou 14 anos respondendo ao processo em liberdade e em janeiro de 2012 teve a prisão preventiva decretada.

Com motivos para não votar em Bolsonaro, Rodrio Cunha também já declarou que não votará em Fernando Haddad (PT) e que se manterá neutro neste segundo turno para eleição presidencial.

Em entrevista recente a TV Assembleia, Cunha disse que um dos candidatos falta com respeito a classes, segmentos sociais e incentiva a violência. Enquanto o outro defende o partido acima de tudo e não reconhece eventuais erros cometidos pela sigla.

"Quem me conhece, sabe que não concordo com a violência. Portanto, sabe também que trabalho no combate à corrupção. A gente precisa discutir o nosso país. Melhorar o nosso Brasil. A discussão se é esquerda ou de direita não nos levar a lugar nenhum", declarou o parlamentar.