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Após a transferência de dois agentes penitenciários para outros setores, após uma discussão com uso de arma de fogo e arma branca, fato ocorrido no dia 4 de outubro, o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL), emitiu nota explicando que alguns agentes estão trabalhando em níveis de estresse extremo, tanto devido ao tipo de trabalho exigido, ao baixo efetivo e as más condições dos presídios.

Na nota, o sindicato também afirma que os servidores, que apresentam sinais de transtornos, precisam de acompanhamento psicológico e que é dever do Estado proporcionar o atendimento, pois a medida já foi cobrada outras vezes pelo sindicato.

O Sindapen conclui afirmando que repudia a expor os nomes dos envolvidos, sem a devida apuração dos fatos e que a atual gestão da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) não respeita a categoria.

Leia a nota, na íntegra, abaixo:

O Sindicato dos Agentes Penitenciários, através do seu presidente Kleyton Anderson, vem a público após os dois últimos acontecimentos envolvendo agentes penitenciários em presídios, como por exemplo o último fato em que dois agentes penitenciários entraram em vias de fato. Vem tornar público que alguns agentes estão trabalhando em níveis de estresse extremo, tanto devido ao tipo de trabalho que a profissão exige quanto ao baixo afetivo e más condições dos presídios, tornando assim um ambiente ainda mais estressante.

A Secretaria tem o dever de acompanhar psicologicamente os servidores que apresentam algum sinal de transtorno, e por algumas vezes este sindicato já cobrou tais medidas, e nenhuma providência maior foi tomada, como por exemplo a medida preventiva de afastar o agente do presídio e deixá-lo sendo acompanhado por psicólogos.

Repudiamos também expor os nomes dos envolvidos, sem que antes tenha se averiguado e confirmado tais fatos. Mostrando que a atual gestão da SERIS não respeita o agente penitenciário, que tanto faz para manter os presídios em ordem e disciplina, mesmo com baixo efetivo.

No nosso histórico dos últimos 4 anos tivemos dois suicídios e uma tentativa recentemente, fatos que nos preocupam muito.

Aproveitamos aqui pra lembrar que a alimentação que nos é fornecida é de péssima qualidade e preparada por presos, a qual já foi sabotada varia vezes, e já encontramos barata, sabão, vidro, chorume, etc