Foto: Cortesia ao Cada Minuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Dona Irene e amigas em uma viagem realizada por elas

Com a elevação da expectativa de vida, a chamada terceira idade tem crescido nos últimos anos. Diferentemente do que muitos pensam, envelhecer não é sinônimo de solidão, tristeza ou de doenças. Para alguns idosos, a terceira idade é considerada uma das fases mais proveitosas da vida. 

Segundo uma projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Alagoas, a expectativa média de vida da população é estimada em 72,32 anos e deve aumentar para 72,98 anos em 2020; 75,65 anos em 2030; 77,39 anos em 2040; 78,49 anos em 2050; e 79,16 anos em 2060.

Para comemorar o Dia Internacional do Idoso, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 1 de outubro, o Cada Minuto conversou com alguns idosos que relataram como vivem a famosa terceira idade.

Com cinco filhos e dez netos, a aposentada Irene Barros conta que, aos 78 anos, vive a melhor fase da vida. “Trabalhei muito pra conciliar a maternidade e o meu trabalho, aí não tinha condições de fazer atividades físicas, mas sempre consegui cuidar da minha alimentação. Nunca fui parada, mas quando me aposentei foi que aproveitei para fazer o que gosto e curtir a vida”.

Irene revela que desfruta de um envelhecimento saudável, com autonomia e independência e que faz atividades físicas para melhoria de vida. “Sou totalmente independente, não tenho medo de ficar só. Moro sozinha, faço faxina em casa, três vezes na semana faço meu pilates, faço minhas caminhadas, faço tudo sozinha. Eu não me sinto com essa idade. O físico aparenta, eu tenho o aspecto de uma pessoa idosa, mas me sinto jovem, minha cabeça é jovem”.

Irene Barros no pilates. Foto: Cortesia

A idosa afirma que a velhice é para descansar, mas não significa ficar parado. “Descansar é fazer o que a gente gosta de fazer. Gosto de ir pra igreja, fazer minhas atividades físicas, costurar e até de olhar o Whatsapp e o Facebook. Antes eu viajava bastante com um grupo de amigas, mas tem umas que são mais novas do que eu e estão mais velhas, eu olho e digo ‘menina, vamo simbora’, mas não vai”, brinca.

Recém-chegado a fase idosa, Gildo Santana tem 66 anos e diz que é uma pessoa mais alegre e sem estresse. “Comecei a abolir alguns hábitos, focar numa boa alimentação e praticar exercícios. Isso me trouxe desdobramentos muito positivos em todos os sentidos. Hoje sou uma pessoa mais alegre, não tenho problema com cansaço, durmo bem e não tenho estresse”, confessa.

Santana conta que, mesmo aposentado, continua trabalhando e é apaixonado por esportes. “Há uns 10 anos comecei a fazer caminhada. Teve um dia que um amigo me chamou pra participar de uma corrida e fiquei meio na dúvida. Fui e gostei. Agora participo de corridas, faço trekking e pedalo de bike. Neste mês de outubro, vou fazer minha primeira prova de triatlo, é pra iniciante, mas estou animado e pretendo me tornar triatleta”, disse entusiasmado.

Gildo disse que toda a família busca praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação para viver com mais qualidade. “Minha filha é nutricionista e me orienta. Todo mundo lá em casa busca levar uma vida saudável. Seja com exercícios mais leves, caminhada ou pedalada”.

Além de estimular a família, Santana tem uma equipe de voluntários que buscar tirar as pessoas do sedentarismo. “Todas as segundas, quartas e sextas treinamos com uma equipe sem cobrar nada. E o legal é que muita gente se descobre nisso, independente da idade”.

Gildo na corrida. Foto: Cortesia

*Estagiária sob supervisão da editoria.