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O regime ditatorial civil-militar (1964-85) deixou profundas sequelas à sociedade brasileira que não devemos jamais ter saudades.

Para alguns saudosistas desse período de obscurantismo, que bradam nas ruas o seu retorno encarnado numa candidatura fascista, nunca é demais relembrar que a concentração de riqueza e renda nas mãos dos 5% e 1% mais ricos entre 1964-1985, foi a maior de nossa história. E se alguém ou grupos de manifestassem contra esse esgarçamento social, o poder arbitrário estava logo ali, atento e vigilante para suprimir qualquer mobilização, conter as críticas e perseguir e matar os mais afoitos.

A participação dos 5% mais ricos na renda nacional passou de 28,3%, em 1960, para 37,9% já em 1980. A parcela de 1% mais rica da população passou abocanhar 17% da renda nacional, em 1980, contra 12%, em 1960.

Em contraste, a participação dos 50% mais pobres da população na riqueza nacional caiu de 17,4% para 12,6% no mesmo período.

O índice de Gini que mede a desigualdade social em um país, demonstra esse esgarçamento, ao evoluir de 0,497, em 1960, para 0,630, em 1980. Entre 2004 e 2014, ele recuou de 0,545 para 0,490, ou seja, ao mesmo patamar de 1960!

Além disso, o regime da ditadura civil-militar interviu de maneira extraordinária no mercado e nas atividades empresariais. A sociedade brasileira herdou 440 empresas públicas estatais. Em termos proporcionais, algo de deixar a China de hoje com inveja.

Por último, e não menos importante, nos deixou uma dívida externa que saltou de US$ 12,7 bilhões, em 1973, para US$ 81,3 bilhões, em 1983. Isso condenou o pais na década de 1980 à hiperinflação, desemprego elevado e mais concentração de renda e riqueza, além do inchaço das cidades e crescimento vertiginoso das favelas, através do êxodo rural e falta de perspectivas no campo.

Fora esses detalhes amigos entusiastas da candidatura do #eleNão com verniz verde oliva, pipocaram escândalos de corrupção e distribuição de todos os tipos de privilégios corporativos e empresariais. Mas isso fica para um outro capítulo. #eleNunca, #eleJamais...