Divulgação 710a8224 aadb 4350 9275 4394291a0cc9 Urna eletrônica

Caro eleitor, a essência da democracia está em escolhas livres. Dito isto: você vota em quem você quiser e tem a liberdade para expor seus motivos. O que se roga – mas nem isso é uma obrigação, pois a democracia dá voz a todos em um processo de escolha, inclusive os desesperançados ou que ainda não se deram conta da realidade – é que se busque submeter todo e qualquer político a um escrutínio, para analisar suas ideias (as verdadeira e não os espantalhos que fazem de um candidato), suas propostas etc.

Há tempos defendo a liberdade de pensamento neste espaço. E sou assumidamente um conservador em sentido filosófico e defensor da livre-iniciativa e da maior liberdade econômica (consequentemente, a redução do poder coercitivo do Estado), o que faz com que dialogue com muitas ideias do liberalismo econômico. Tenho por inspiração homens como Winston Churchill, Edmund Burke, Chesterton, Roger Scruton e outros.

Entre os brasileiros, estão Nelson Rodrigues, Gustavo Corção, Meira Penna, Olavo de Carvalho, Mário Ferreira, Antônio Paim e por aí vai.  Sei que muitos pensam diferente de mim. Possuem o direito de pensar diferente.

Dito isto, analiso que, a trancos e barrancos, o Brasil vem furando uma bolha ideológica construída no conceito gramsciano, onde apenas um lado era digno de estar no debate público e o outro era caracterizado como o “mal absoluto”, por aqueles que se sentem o monopólio das virtudes.

Isto tem mudado.

Torço para que esse país tenha um espectro político sadio que comporte todas as ideias e argumentações sem espantalhos criados a partir da distorção destas.

É o que acontece, por exemplo, quando o conservador e/ou um liberal é posto como “fascista”. Uma turba adora essa palavra. Sequer se dão conta – e repito isso mais uma vez – que fascismo é a defesa de que tudo ocorra pelo Estado, para o Estado e com o Estado, quando um liberal clássico e/ou um conservador defendem a redução do poder coercitivo deste e o princípio da valorização da comunidade, quando as decisões vão sendo tomadas de baixo para cima e não por um poder central fortemente carregado de uma carga ideológica, seja ela qual for.

Infelizmente, ainda estamos longe de um debate mais profundo neste sentido. Mas, a coisa avançou e parcela significativa da população cansou do ranço da ideologização barata de tudo e de todos. Só não enxerga quem não quer. Talvez, esse seja um dos fatores do crescimento da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e ao mesmo tempo da polarização. Não faço aqui análise de mérito do candidato. Isto é com o eleitor.

Falo, entretanto, do que está no ar: o estamento burocrático formado pelas siglas fisiológicas e/ou ideológicas está exposto. É perceptível que PSDB, PT e tantos outros – ao longo dos anos da chamada redemocratização – fizeram com que o poder emanasse do povo, mas contra ele fosse exercido, com eleições que se desenhavam no tapetão, eliminando dissidências em um projeto de país para haver apenas a disputa pelo poder.

Entender o cansaço da população é uma obrigação, uma vez que o contribuinte paga a conta de um Estado caro, deficitário e com péssimos serviços. Isto dentro de um contexto onde os índices de segurança pública são péssimos, de Educação são terríveis e de Saúde pior ainda. O chamado tripé fundamental dos governos há tempos ruiu, mesmo havendo melhoras pontuais aqui e ali, e algumas conquistas inegáveis.

Chegou o tempo de pensarmos em projeto de país, caso contrário, vamos todos afundar na mesma lama de corrupção desenfreada, de relativização de valores e de guerras de narrativas sustentadas em ideologias, quando estas são meros conjuntos de ideias para travestir algum fim político e de controle.

Vote você em quem você escolher votar, leve em consideração os diversos fatores que geraram o nosso atual contexto. Temos uma eleição extremamente decisiva e candidatos que estão longe de serem perfeitos. O desafio é imenso, pois essa eleição acaba sendo uma resposta e não apenas ao definir quem será o nosso presidente, mas, sobretudo, em relação a qual Congresso teremos.

 A pergunta que você tem que responder é simples: que futuro você quer para você e sua família?

Estou no twitter: @lulavilar