Reprodução / Internet
Museu Théo Brandão

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) confirmou que os cortes consecutivos efetuados pelo Governo Federal também afetaram a manutenção dos museus administrados pela universidade em Alagoas. Esse corte chegou a 85% da verba destinada para orçamento de investimentos e conservação do patrimônio, como reforma e compra de novos equipamentos.

A pró-reitora da Universidade, Joelma Albuquerque, em entrevista a TV Gazeta, acrescentou que essa ausência de investimento afeta não somente os museus, mas toda a estrutura atualmente mantida pela Ufal.

Nesta segunda-feira (03), o Conselho Superior da Ufal aprovou uma moção de solidariedade a Universidade do Rio de Janeiro após o incêndio do Museu Nacional e uma moção de repúdio contra o crescente corte verbas.

“A universidade tem um contrato de manutenção dos museus, mas é muito baixo. São prédios históricos, tombados que não requer apenas uma reforma, mas sim uma restauração e esse é um custo muito alto. Por isso precisamos do apoio dos governos Estadual e Municipal também para manter esses museus”, colocou Joelma.

A Ufal havia contratado, recentemente, um especialista para elaborar todos os planos de prevenção a incêndio, com a preparação de diversos laudos que estão prontos e sendo implementados. “Já fizemos a revisão de 600 extintores e a partir desses planos vamos começar a execução para proteger esse patrimônio, que é da população alagoana”, disse ela.