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A inteligência artificial (IA) existe há varias décadas e pode ser empregada em diversas áreas produzindo avanços significativos e facilitando as relações sociais. No início deste ano a empresa Google divulgou um projeto inovador na implantação da IA, em setores de comunicação. A princípio a nova assistente do Google passará a fazer ligações e até conversar com humanos sem que seja notada nenhuma aparência robótica em sua fala. Já na ciência a tecnologia será aplicada para favorecer os animais.

Segundo informações evista Toxicological Sciences , um estudo recente indica que passará a ser possível implantar características de novos componentes usando apenas dados disponíveis de testes anteriores, sem que seja preciso realizar testes recorrentes em animais. Os efeitos colaterais das drogas (medicamentos) passarão a existir em um banco de dados destinado para possíveis intervenções medicamentosas.

No estudo, pesquisadores de instituições como Johns Hopkins University (Baltimore, EUA) e University of Konstabz (Alemanha) treinaram um sistema de inteligência artificial para analisar as quantidades de toxinas que existem em milhares de substâncias químicas desconhecidas, todas elas baseadas em informações advindas de testes anteriores realizados em animais.

Os impactos da pesquisa tem causado euforia entre os criadores do estudo, em alguns casos os resultados são mais confiáveis e precisos que os testes realizados somente em animais. O protótipo do projeto consegue observar e analisar mais de 10 mil produtos químicos em nove tipos de testes, e vários efeitos negativos podem ser avaliados, estes vão desde ameaças aos ecossistemas aquáticos até danos causados pela inalação das substâncias.

Um dos responsáveis pela pesquisa, o toxicologista Thomas Hartung afirma que os protótipos computacionais poderiam comutar alguns testes padrões que são executados em milhões de animais todos os anos. “O poder do big data significa que podemos produzir uma ferramenta mais previsível que vários testes em animais”. O estudo que Thomas lidera utilizou dados da Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA) que vem fazendo a coleta desde 2007.

Uma técnica costumeiramente utilizada na Inteligência Artificial facilitou o processamento natural de linguagem (NLP) promovendo ao modelo informações de aproximadamente 10 mil produtos químicos e suas propriedades, esses dados foram obtidos por meio de quase 800 mil testes realizados em animais. Os benefícios trazidos pela inteligência artificial, se tornarão parte de um longo processo de libertação de animais em testes de substancias químicas, com a implantação da IA no setor o método passará a ser mais rápido, preciso e menos oneroso.

*Estagiária sob supervisão da editoria