Foto: Reprodução/Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true No Brasil existem mais de 45 milhões de PCDs

Subir degraus, ir ao banheiro, utilizar transporte público. Estas são atividades corriqueiras e, no ponto de vista de muita gente, são tarefas simples e básicas do dia-a-dia. Entretanto, para as Pessoas com Deficiência (PCDs), realizar esse tipo de rotina diariamente é um grande desafio.

Conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil existem mais de 45 milhões de PCDs, o que representa cerca de 24% da população. Pensando nisso, a reportagem do CadaMinuto preparou uma matéria especial relatando o caso de um cadeirante adolescente que vem chamando a atenção dos alagoanos com sua página no Instagram.

Lucas Rocha do Nascimento, de 16 anos, é estudante do curso de Ciências Sociais na Universidade Federal de Alagoas. Cadeirante, o jovem relata que sua necessidade especial é uma má formação de nascença.

Há menos de um mês, Lucas decidiu criar uma página no Instagram, intitulada @umcadeirantenaufal, para divulgar a rotina e as dificuldades na acessibilidade enfrentadas por ele dentro do Campus A. C. Simões, no bairro Cidade Universitária, em Maceió. O perfil já tem mais de mil seguidores.

Em uma de suas publicações, Lucas descreve um lamentável acontecimento ocorrido no Campus. No dia 19 de julho, o estudante chegou a cair em uma calçada composta por britas na Universidade. "Essas pedrinhas são horríveis e apenas passam a sensação de que é ‘menos ruim’ que outros lugares 'menos' acessíveis", afirma o jovem na publicação.

Em apoio ao estudante, os seguidores do perfil mencionam a instituição de ensino nos comentários afim de que esta tome alguma providência cabível. Além disso, as pessoas também concordam com as queixas relatadas e incentivam Lucas a continuar com a página.

Segundo o estudante, ele sofreu em vários momentos de sua vida com a falta de acessibilidade no Estado, onde acabou precisando de ajuda de pessoas que estavam passando no local.

Lucas diz ainda que ao decorrer dos dias, o apoio da família é essencial, mas também recebe a ajuda dos amigos, além dos funcionários da instituição de ensino.

No dia-a-dia, percebemos que há pessoas que acabam se entregando em meio aos problemas e devido a algumas mudanças drásticas acabam desistindo da vida. No entanto, apesar da limitação, o estudante não desistiu dos seus sonhos e mostrou que é capaz de lutar pelos seus direitos e por um mundo mais acessível para todos. 

*Estagiárias sob supervisão da editoria