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A era digital vem facilitando diferentes segmentos, um deles é o mercado de trabalho. É só colocar na caixa de busca do Google a palavra “emprego”, que a tela enche-se de milhares de resultados de vagas ofertadas. Há quem prefira o tradicional currículo impresso e entregue porta a porta. Por outro lado, há quem prefira aderir à tecnologia e utilizar as redes sociais como um meio de busca por uma vaga de emprego.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Alagoas foram registrados 17,7% de pessoas desempregadas, no primeiro trimestre de 2018, ficando acima da média nacional e atingindo um nível recorde. Segundo os dados, Alagoas apresenta o maior número de pessoas que desistiu de buscar uma acomodação no mercado de trabalho.

Em meio a estas altas taxas de desemprego, a população passou a recorrer aos meios alternativos em busca da tão sonhada vaga no mercado de trabalho. É o que acontece com os sites de busca de emprego como o Vagas; Infojobs; Catho, entre outros.

O avanço tecnológico facilita ainda mais a vida dos concorrentes. A tecnologia se tornou nossa aliada no dia a dia. E as facilidades que encontramos nos smartphones nos possibilitam uma vantagem maior devido à praticidade e economia de tempo, além de facilitar o contato direto com as empresas. O ato de comprar um jornal e selecionar vagas acabou se tornando algo ultrapassado.

Iniciativa

Em meio a um mundo tão egoísta, há quem pense em fazer o bem ao próximo sem ao menos conhecer e faça a diferença com pequenas ações coletivas e diárias.  Pensando nisso, o Cada Minuto preparou uma matéria especial a respeito de um tema que vem chamando bastante a atenção dos internautas.

Um perfil no aplicativo Instagram, que tem se destacado entre o público, é o @EmpregosAL, que possui mais de 37 mil seguidores e altos índices de repercussão. Um trabalho que exige dedicação, responsabilidade e bastante interatividade.

Em entrevista ao portal Cada Minuto, o criador da página, Warllen Nascimento, explica o que o motivou a criar o perfil na rede social: “Há muito tempo, antes de ser funcionário público, eu ia muito ao Site Nacional de Empregos (SINE) e ao Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), em busca de uma oportunidade. Porém, eu acabava descobrindo vagas para outros cursos que não eram os meus. Já que eu sabia, criei um grupo no Facebook e adicionei os amigos para avisar a respeito das vagas encontradas”.

Warllen relata que o grupo começou a fazer sucesso e novas pessoas surgiam, chegando a 27 mil membros. Com o sucesso do Instagram, Warllen decidiu criar também um perfil na rede social. Em menos de um ano, a página ultrapassou 30 mil seguidores. “Nisso, o jogo virou. Parei de ir atrás das empresas e agora as empresas que me mandam as vagas”, explica.

Um dos últimos exemplos que pode ser citado foi a divulgação de vagas de emprego em um restaurante, localizado no Parque Shopping Maceió. A ação repercutiu entre mais de oito mil pessoas no perfil do Instagram.

“Entrei em contato com ele [dono do restaurante] avisando para se preparar que seria bastante gente e não deu outra. O Shopping estava lotado! No salão do estabelecimento comercial, corredor e auditório. A administração do Shopping pediu para suspender a entrada das pessoas e ficar apenas com as que haviam chegado”, informa o criador da página.

Conquistas

Através do perfil na rede social, muitas pessoas obtiveram sucesso na conquista do novo emprego. Foi o caso da Rosiely Ferreira, de 30 anos. Ela conta que estava desempregada desde agosto de 2017. Então, começou a procurar emprego pela internet, mas não obteve sucesso. Porém, depois que conheceu o @EmpregosAL e começou a seguir a página, Rosiely percebeu que eles divulgavam vagas que se encaixavam em seu perfil diariamente e decidiu enviar currículos.

 “Recentemente eles publicaram uma seleção divulgando vagas para uma loja que vai abrir no Centro de Maceió. Então, eu fiz o cadastro no site e, com menos de 15 dias, fui chamada para uma entrevista no Sine e, no mesmo dia da entrevista, eu fui informada que havia sido selecionada”, relata Rosiely.

Segundo Rosiely, ao analisar a caixa de saída do seu e-mail, ficou surpresa com a quantidade de currículos enviados. “Fui apagar a caixa de saída do meu e-mail e percebi que havia enviado 408 currículos, dentro de um prazo de seis meses, desses currículos enviados, eu fui selecionada para apenas cinco entrevistas, mas fiquei somente na nova loja”, contou.

Rosiely ainda agradece ao trabalho do dono da página e diz que o que ele faz é muito bonito. Ela também explica sobre a facilidade de procurar uma vaga pela web: “O bom de procurar emprego pela internet é que o custo é quase zero porque se você sair de casa para colocar um currículo presencial, você vai gastar com passagens e tempo. A internet facilitou demais! Em casa mesmo a gente pode olhar o e-mail, enviar o currículo e aguardar a ligação da empresa para informar se fomos selecionados ou não”.

“Acredito que assim seja muito mais cômodo. Além disso, a página dá todo o suporte aos seguidores, desde informações sobre vagas, localização do estabelecimento, a mapas e vídeos com mais informações. O administrador dá sempre um feedback e isso nos faz ficar ainda mais atentos”, concluiu.

Maria Joyce Saraiva, de 22 anos, conta que conheceu a página por causa da vaga e que também foi selecionada para trabalhar na loja do Centro, por meio da divulgação no perfil do @EmpregosAL.

“Eu estava desempregada há um ano e seis meses, sempre levando currículos e nunca era chamada nem para entrevista. Então, vi a publicação deles na página sobre a vaga da Magazine, e graças a Deus consegui. Através deles consegui um emprego”, contou.

Segundo Maria, ela utiliza bastante a internet e acha mais viável enviar os currículos por e-mail ao invés de leva-los pessoalmente. “Acredito que pela internet seja mais prático. Não gasto dinheiro saindo de casa para procurar emprego e nem com a impressão de currículos, que muitas vezes são jogados fora pelos funcionários da empresa”, explicou.

 Oportunidade x experiência

Procurar por emprego é, literalmente, um trabalho. A maioria das empresas, hoje em dia, exige que o candidato tenha experiência no cargo exigido, o que dificulta a vida de quem ainda não conseguiu, ao menos, conquistar o primeiro emprego.

É o caso da Gidielle dos Santos, de 21 anos, que está desempregada há dois anos, e conta que teve apenas uma experiência como Jovem Aprendiz. Segundo Gidielle, apesar de sempre enviar currículos em sites e presencialmente, a falta de experiência dificulta na hora da seleção.

A jovem conta que, mesmo não tendo experiência, não deixa de entregar os currículos e que não vai desistir. “Eu fico triste porque às vezes nem pra entrevista eu sou chamada, e penso: meu Deus, como eles querem contratar pessoas com experiência, se não dão oportunidade, mas mesmo assim não deixo de entregar porque sei que um dia o meu [emprego] chega”, desabafou.

Para Andressa Kecia, de 26 anos, há três anos desempregada, muitas pessoas além de não serem qualificadas, não têm condições financeiras de custear os gastos com impressões de currículos e passagens durante a procura da vaga.

Ela ainda conta que não imaginava que a divulgação da vaga para do restaurante iria repercutir tanto e que tantas pessoas qualificadas participariam. “Participei da seleção e nunca imaginei concorrer à vaga com pessoas muito mais qualificadas que eu”, finaliza Andressa.

O comodismo e o desemprego em Alagoas

Segundo os dados do IBGE, Alagoas apresenta a maior quantidade de pessoas que desistiu de buscar uma ocupação no mercado de trabalho. Seja por motivos como falta de experiência ou requisitos essenciais para ocupar as vagas, considerados desalentados o maior índice é o de alagoanos.

No Brasil, se considerada cor ou raça da população, a taxa evidencia desigualdades. Enquanto o desemprego é de 10,5% entre os brancos, ele chega a 15,1% entre os pardos e 16% entre os pretos.

A população parda corresponde a 52,6% dos desempregados no Brasil, embora  corresponda a 47,1% da população brasileira.

Os brancos, por sua vez, são 43,3% dos brasileiros e 35,2% dos desempregados. Já os pretos são 8,7% da população do país e 11,6% dos desempregados, segundo dados do IBGE.