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A busca por mobilidade urbana é um desafio enfrentado pela maioria das grandes cidades brasileiras. Desde a década de 60, o desenvolvimento urbano de Maceió ocorre de modo desenfreado. Novos carros entram em circulação diariamente e novos investimentos em obras de mobilidade urbana são realizados visando atender esse crescimento.

Segundo o gestor da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), Antonio Moura, as obras de mobilidade urbana buscam minimizar os problemas e são de fundamental importância. “Nós temos, em Maceió, mais de 360 mil veículos circulando. Há nas ruas veículos demais pra pouco espaço. Toda criação de alternativas para desafogar o trânsito da cidade é importante porque reflete diretamente na qualidade de vida dos cidadãos”, afirma Moura.

Com o intuito de melhorar o tráfego intenso e o grande fluxo de veículos em Maceió, as obras de mobilidade urbana prometem proporcionar mais fluidez nos trajetos. A implantação de eixos viários como, por exemplo, o Eixo Viário Deputado Oscar Fontes Lima, conhecido como Eixo Quartel, inaugurado neste mês, e o Eixo Cepa, ainda sem previsão de entrega, busca proporcionar mais opções de deslocamento e melhorar os serviços de mobilidade na capital.

Além de melhorar o tráfego, as novas obras de mobilidade buscam criar mecanismos de resgate do convívio social. No Eixo Quartel, por exemplo, foi implantada uma área de aproximadamente 600 metros com equipamentos urbanos, iluminação pública e estacionamento, focada na promoção de lazer, práticas de esporte, qualidade de vida e prevenção a violência.

Para o arquiteto e urbanista, especialista em mobilidade, trânsito e segurança, Renan Silva, investir em infraestrutura viária é importante, mas não resolve o problema. “O grande desafio é diminuir a dependência do automóvel porque ele ocupa muito espaço, polui muito e gera um custo econômico e social impactante. Mesmo que Maceió utilizasse outros meios, como a implantação de um sistema de rodízio, seria uma medida paliativa, que não ataca a raiz do problema que é, fundamentalmente, o elevado nível de dependência das pessoas em relação ao carro”, avalia o especialista.

“As cidades que conseguiram resolver os problemas ou melhorar a qualidade da mobilidade fizeram por meio da ampliação da oferta de transporte público de qualidade. As ruas têm espaços limitados e não dá pra ficar construindo infraestrutura viária eternamente para dar conta da demanda de espaço que provocam os mais de 25 carros que entram nas ruas de Maceió diariamente. Falta espaço e dinheiro. Viadutos, por exemplo, melhoram o fluxo de veículos na área em que são construídos, mas os engarrafamentos continuam antes e depois deles”, afirma Silva.

O especialista disse ainda que investimentos em sinalização adequada, fiscalização de trânsito (respeito à faixa de pedestres, aos limites de velocidade, aos semáforos e aos locais adequados para estacionamento e parada) e valorização da faixa azul podem contribuir bastante para melhoria dos pontos críticos da cidade e garantir que a mobilidade urbana de Maceió funcione de forma eficiente.

*Colaboradora