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    O golpe desferido pelos tucanos jogou a oposição na lona. O nocaute não aconteceu, mas os Calheiros venceram por pontos, o primeiro round. Assim como no boxe, a disputa eleitoral em Alagoas vai consolidando a hegemonia do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho.

        A luta tem dez rounds e requer fôlego, habilidade nas pernas e técnica; isso é pré-requisito em todas as categorias do boxe, e esta luta iniciada é da categoria peso-pesado.

Os Calheiros ganhando a luta, digo, as eleições, pai e filho, ligarão o radar para 2022. A obstinação é uma característica deles, e o horizonte visualizado levará à disputa da vaga para o Senado em 2022, quando Fernando Collor irá buscar a reeleição.

Muitos hão de dizer que está distante. Para esses profissionais, quatro anos é um horizonte próximo. Os tucanos se renderam antes mesmo de começar o combate. A hegemonia governista vem sendo construída e, pelo visto, com relativa tranquilidade e segurança na condução de uma ampla aliança de siglas partidárias.

Depois do golpe militar de 1964, a hegemonia política foi exercida por Divaldo Suruagy e Guilherme Palmeira. Esse momento foi vivido na oposição pelo então líder estudantil Renan Calheiros, hoje um experiente político e quem comanda o processo de hegemonização da política local.

No entanto, há que se fazer duas ressalvas, a primeira: Suruagy e Guilherme derrotaram os grupos internos na ARENA e no PDS ainda durante a ditadura-militar e comandaram por muitos anos a política alagoana até a derrocada final em 1997.

E a segunda: a hegemonia exercida por Suruagy e Guilherme Palmeira no campo político, recebia o suporte econômico dos usineiros, senhores absoluto de então. Hoje esse importante setor econômico atravessa séria crise, com falências e redução de atividades produtivas não garantem mais os financiamentos de campanhas.

Renan Calheiros vem construindo a sua hegemonia política e tem atraído os usineiros em crise ou não. O senador é um confiável interlocutor do setor e as suas vitórias eleitorais não dependem desses grupos econômicos, mas o apoio político lhe interessa, pelo menos mantê-los no entorno. 

Os usineiros historicamente se apropriaram do Estado. Hoje estão fragilizados, mas não estão mortos; continuam influenciando, e nada em Alagoas ocorre sem que eles não interfiram.

O melhor e mais habilidoso representante dos usineiros foi Teo Vilela, o ex-governador sai de cena, derrotado por WO.

A consolidação da hegemonia política está em marcha e acelerada.

As eleições de 2018 anunciará um novo ciclo de Poder na política de Alagoas.