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Com a ausência dos dois principais caciques tucanos - Teo Vilela e Rui Palmeira - na disputa, o bloco de oposição aos Calheiros entrou em polvorosa. Deputados federais, estaduais e todos os candidatos do grupo queimam os miolos para achar quem possa substituí-los e levar o barco até a eleição.

       O senador Benedito de Lira é o primeiro a ser atingido; na esteira vêm o deputado Arthur Lira. Diante do golpe, o que fazer para manter a tropa unida, ou seja, os candidatos a deputados federais estaduais não debandarem para o lado dos Calheiros e se encontrar um nome com densidade eleitoral?

       Não é fácil encontrar um nome com esse perfil. Os candidatos a deputados querem se salvar a qualquer custo. É o primeiro efeito do terremoto armado pelo líder tucano. É a lei da selva e das campanhas eleitorais.

       O deputado JHC se ofereceu como candidato. É um aventureiro disponível. E o senador Biu de Lira vai confiar principalmente depois das traições de 2014? É bom esperar. O JHC tem pedigree, ou seja, o histórico eleitoral e familiar não merece credibilidade.

Enfrentar os Calheiros e um pelotão de candidatos, deputados, prefeitos e partidos que já estão formando várias coligações é obra para profissional, aventureiro é outra coisa.

JHC pensa em ser prefeito de Maceió em 2020 e as eleições de 2018 é uma pré-campanha antecipada. Esse grupo de oposição alguém confia em JHC e em João Caldas, quem confia, por favor levante a mão.

       Se essa alternativa se concretizar mesmo assim a derrota da oposição é certa ‒ talvez no primeiro turno. Biu de Lira se salvará; e o resto?

Nesse caso, JHC não será a salvação da lavoura.