959fc018 9ebe 40c1 b914 b8d6a0840cc7

Na tarde desta terça-feira a Deputada Rosinha da Adefal se reuniu com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, a deputada Érica Kokay e representantes de movimentos em defesa dos direitos da pessoa com deficiência para conversarem sobre o substantivo apresentado ao PLS 135/2010, de autoria do ex-senador Marcelo Crivella, que trata do piso salarial dos agentes de segurança.
Durante a reunião falaram sobre a preocupação em relação ao texto substitutivo apresentado, pois ele reduz a contratação obrigatória de pessoas com deficiência que empresas prestadoras de serviços de vigilância e transporte de valores devem contratar. Ao excluir os vigilantes da contagem dos funcionários da empresa para fins de cálculo do número de cargos a serem obrigatoriamente preenchidos por pessoas com deficiência, irá impossibilitar que as pessoas com deficiência exerçam atividades no setor da segurança privada. “Após tantos anos lutando pela independência e autonomia da pessoa com deficiência, não podemos regredir ou perder qualquer direito”, afirmou Rosinha.
A parlamentar alagoana comentou que não é contra o PLS, porém não poderia aceitar a perda de direitos da pessoa com deficiência. “Não sou contra o PLS 135, mas sim ao substitutivo apresentado que irá tirar garantias e direitos já adquiridos pela pessoa com deficiência”, disse Rosinha.
Os representantes do movimento da pessoa com deficiência argumentam que a redação é discriminatória, descumpre a LBI e a Constituição Federal de 1988, além de configurar violação dos direitos humanos das pessoas com deficiência. 
O projeto consta na pauta de votação do Senado, porém, o presidente Eunício Oliveira, afirmou que não há acordo para votação e por isso irá analisar o pleito e tentar um acordo para tirar esse trecho do Projeto. Eunício Oliveira é um dos que defendem que seja trabalhada uma nova redação para a proposta para que as pessoas com deficiência possam exercer atividades no setor de segurança privada excluídas as operações de risco.
Para Rosinha é inadmissível a perder direitos que foram duramente conquistados. “Após anos de luta conseguimos a aprovação da Lei de Cotas, e agora não podemos regredir e perder direitos. O emprego traz autonomia e independência financeira, não podemos deixar reduzirem as contratações de pessoa com deficiência”, finalizou