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Pesquisa da Fundação Getulio Vargas mostra que o Rio é o Estado onde o pagamento de aposentadoria é mais relevante para a renda; Alagoas é o campeão de proventos sociais; e o Amapá é o Estado com o mais expressivo índice de participação do trabalho na renda.


Essa é a conclusão do "Atlas do Bolso dos Brasileiros", organizado pela FGV a partir da base de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2008, divulgada pelo IBGE no dia 18.


Segundo o levantamento, o rendimento de aposentados que recebem mais de um salário mínimo por pessoa representou 25,35% do total da renda do Estado do Rio em 2008, a maior parcela entre todos os Estados. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul (18,74% da renda), Piauí (17,57%) e Distrito Federal (16,43%).


Já no ranking sobre a renda obtida por meio de diferentes atividades de trabalho, o Rio de Janeiro é a última colocada entre as capitais e periferias metropolitanas analisadas pela pesquisa (no total de 36 localidades), com uma parcela de 67,98% da renda vinda desse tipo de fonte. A líder nessa comparação é Palmas, no Tocantins, onde 88,31% da renda veio do trabalho em 2008, de acordo com o levantamento. São Paulo ocupa a 15ª posição na mesma análise, com 80,51% da renda vinda do trabalho.


Na comparação estadual, as atividades do trabalho têm a maior participação na renda do Amapá (88,16%), de Roraima (86,26%) e de Mato Grosso (85,69%). O Rio de Janeiro aparece em 25º lugar, com 69,54%; São Paulo é listado em nona posição, com parcela de 80,66% da renda obtida pelo trabalho.


A pesquisa mostra as disparidades regionais. O Estado do Amapá tem 88,16% da sua renda vinda do trabalho. Já o Estado de Alagoas é o campeão de proventos de programas sociais, com 40,43%. O Rio tem 27,9% das suas receitas vindas de aposentadorias.


A mesma pesquisa destaca Florianópolis como o município brasileiro com maior renda média: R$ 1.292 mensais, tendo 92,6% da sua população nas classes ABC.


Puxado principalmente pelos programas de transferência de renda do governo, como o Bolsa Família, o Nordeste respondeu por 44,28% do número de pessoas que saíram da pobreza em 2007/8.
Já nos Estados do Sudeste, a renda do trabalho e a da previdência foram as principais causas para o aumento de pessoas nas classes ABC, com um incremento de 38,04%.