A partir de outubro os idosos que sofrerem maus tratos físicos, psicológicos, financeiros, sexuais (geralmente atentado ao pudor) e de negligência (incluindo abandono) terão um apoio fornecido gratuitamente pelo governo do Estado. Testemunhas das vítimas deste tipo de violências podem denunciar o caso, de forma anônima, pelo Disque Idoso 3315-9828.

O Centro de Apoio e Prevenção contra a Violência à Pessoa Idosa será inaugurado no dia 1º, Dia Mundial do Idoso, às 11h, pelo governador Teotonio Vilela Filho, e pela secretária de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Solange Jurema.

De acordo com Solange Jurema, o Estado ainda não tem estatísticas precisas sobre o índice desta população que sofre agressões e que uma das atribuições do Centro é montar um banco de dados que possibilite levantar o percentual de idosos que sofre violência, sobretudo no ambiente doméstico, e o perfil do agressor.

A instalação do Centro do Idoso foi possível graças ao convênio firmado em 2007 entre a Seades e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República. Serão investidos R$ 165 mil para a instalação e manutenção da entidade pelo período de um ano.

Segundo a coordenadora do Centro, Viviane Gusmão, a iniciativa de lançar a entidade atende à prerrogativa da I Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, onde foi proposto que todos os estados brasileiros instalassem um centro com o objetivo de registrar e solucionar os problemas de violência envolvendo os idosos.

A coordenadora ressalta que a instituição contará com uma equipe formada por advogado, psicólogo e assistente social, para os quais as denúncias serão encaminhadas, dependendo do tipo de violência e competência do profissional que vai receber o caso.

Viviane Gusmão destacou ainda que a entidade é um instrumento de trabalho da Política Nacional dos Idosos (PNI) e do Estatuto do Idoso. “A Seades é órgão gestor da política do idoso no Estado e o Centro é um instrumento desta política”, esclareceu a coordenadora do centro.

Ela diz que os maiores agressores dos idosos são as pessoas mais ligadas a ele, a exemplo de filhos, netos, sobrinhos, genro, entre outros da sua relação afetiva. “Qualquer cidadão, conselheiros municipais ou representantes da sociedade civil organizada pode telefonar ou se dirigir ao Centro e denunciar violência contra o idoso”, alertou.

Segundo a titular da Coordenação de Atenção à Pessoa Idosa, Marta Marisa, as agressões contra este público são silenciosas e acontecem na maioria das vezes no seio familiar. “A saída para o enfrentamento deste problema é a implantação dos Centros do Idoso em todo o país”, reforçou.

A entidade não funcionará apenas recebendo denúncias, mas organizará uma rede de atendimento no Estado, envolvendo o Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacias e Abrigos.

O Centro do Idoso atenderá ao público das 8 às 14h, na Rua Clarêncio Jucá, número 156, no bairro do Pinheiro. As denúncias também podem ser feitas pessoalmente, segundo a preferência da vítima ou da testemunha da agressão.