Geraldo de Majella
Geraldo de Majella

Alagoas e a previdência II

 

O governador Renan Filho ao assumir encontrou as finanças do estado de Alagoas em condições satisfatória, isto se compararmos aos dois últimos governadores Ronaldo Lessa e Teotônio Vilela Filho. Lessa encontrou as finanças do estado em frangalhos, o caos havia sido instalado na administração Divaldo Suruagy e Manoel Gomes de Barros (Mano).

O governador Teotônio Vilela Filho recebeu o estado de Ronaldo Lessa, uma Alagoas governável, com as finanças organizadas e as secretarias funcionando inclusive com milhares de novos funcionários concursados.   

        É bom rememorar. Alagoas durante o administração Suruagy-Mano quebrou, não pagava os funcionários públicos e os fornecedores, os pequenos evidentemente, as construtoras e empresas de porte e influencia politica receberam, os funcionários amargaram o desespero por dez meses sem receberem os salários.     

        Alagoas é um dos poucos estados na atualidade onde os funcionários públicos estão recebendo os salários em dia. É motivo de propaganda governamental. A divida de Alagoas com a União foi alongada e ganhou mais 20 anos para ser quitada, mesmo assim é impagável, são 8 bilhões de reais. Isso sem falar dos 10 bilhões que já foram pagos só de juros desde 1997, o que gerou esta divida impagável teve o seu inicio em 1,8 bilhões, relativos ao PDV, letras emitidas pelo tesouro sem lastro e corrupção desenfreada.

O governo federal “benevolente” reduziu os juros de 15 para 11%, o pagamento dos juros antes 55 milhões, passa a ser pago 50 milhões mensais. Mas com o acordo celebrado entre a União e estado Alagoas desde o final de 2016, o estado de Alagoas vem pagando apenas 4 milhões ao governo federal.

A economia mensal de 50 milhões feita pelo tesouro estadual deveria ser “naturalmente” destinada a capitalização da previdência estadual, o AL-Previdência.

Essa massa de recursos em doze meses alcança o montante de 600 milhões de reais. É um passo positivo na direção da organização do caixa da previdência estadual.  A crise da previdência em Alagoas pode ter uma saída planejada, se assim for feito, e o futuro de milhares de funcionários públicos será garantido. E o que restou como ativo, a Casal, por exemplo não deve ser privatizada na bacia da almas.

A previdência pública estadual em Alagoas tem solução no curto, médio e longo prazo. Basta querer.

Alagoas não vai quebrar mais uma vez durante o governo Renan Filho, é o que se espera, mas com certeza se não houver investimentos na previdência pública quebrará no futuro próximo.

Este momento para o executivo estadual e os poderes legislativo e judiciário, o Ministério Público e o Tribunal de Contas é talvez o mais relevante nas últimas décadas para os funcionários públicos e para a sociedade alagoana.

O futuro se aproxima.    

 

 

SOBRE O AUTOR

Geraldo de Majella Fidelis de Moura Marques historiador, alagoano de Anadia, formado no Centro de Estudos Superiores de Maceió – Cesmac. Exerceu alguns cargos na administração pública como o de Coordenador de Direitos Humanos da Prefeitura de Maceió, Ouvidor-Geral do Estado de Alagoas, Secretário Executivo de Ciência, Tecnologia e Educação Superior de Alagoas, diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas – Iteral entre outros. Autor dos livros Caderno da Militância – histórias vividas nos bastidores da política; Execuções Sumárias e Grupos de Extermínio em Alagoas (1975-1998); Rubens Colaço: Paixão e vida – A trajetória de um líder sindical; Mozart Damasceno, o bom burguês; O PCB em Alagoas: Documentos (1982-1990) e Um Jornalista em Defesa da Liberdade (2014).

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