A taxa de desemprego no Brasil ficou em 8,1% da população economicamente ativa em agosto, praticamente estável em relação aos 8% verificados em julho, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número interrompe uma sequência de quatro meses seguidos de queda (veja gráfico ao final do texto).

O resultado veio pior que a expectativa do mercado, que esperava que a taxa ficasse em 8%.

O levantamento é realizado em seis regiões metropolitanas do país. Nesses locais, verificou-se que há 1,9 milhão de desempregados (estável em relação a julho e alta de 7,8% sobre agosto de 2008) e 21,4 milhões de pessoas ocupadas (estável na compração mensal e anual).

O contingente de trabalhadores com carteira assinada ficou em 9,6 milhões, número 2,8% maior que em agosto do ano passado e estável em relação a julho deste ano.

O rendimento médio ficou em R$ 1.336,80 e cresceu 0,9% em relação a julho. Esse valor também é 2,2% superior ao verificado em agosto de 2008.

Entre os setores pesquisados pelo IBGE, na indústria a taxa de desemprego subiu 3,9% em agosto comparado a julho, mas caiu 3,4% em relação a agosto do ano passado.

Na construção, houve estabilidade nas duas comparações, assim como no comércio.

Por regiões, comparado a julho, houve estabilidade no contingente de desocupados nas seis regiões pesquisadas. Na comparação com agosto do ano passado, houve alta de 7,8%.

Em relação a julho, houve altas em Belo Horizonte (24,4%) e queda (-9,9%) no Rio de Janeiro. No ano, houve altas em Recife (37,4%), Belo Horizonte (25,8%) e São Paulo (14,9%) e queda (-18,6%) no Rio de Janeiro.