Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Bancários de todo o país, em campanha salarial desde agosto, vão cruzar os braços a partir de quinta-feira, caso a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não melhore a proposta de reajuste apresentada à categoria na semana passada.

Além de propor apenas a reposição da inflação (4,5%), contra 10% reivindicado pelos trabalhadores, a entidade patronal apresentou uma participação nos lucros inferior a de 2008 e não atendeu outros itens da pauta de reivindicações.

“Cobramos outra proposta dos bancos até quarta-feira. Se eles não avançarem, a greve nacional será deflagrada”, disse Edmundo Saldanha, presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas e membro do Comando Nacional dos Bancários. Segundo ele, a categoria tem assembléia marcada para a noite de quarta-feira, a partir das 18 horas, quando analisará a proposta da Fenaban e votará a paralisação nacional.

Para não pegar a população de surpresa, o Sindicato dos Bancários está circulando com carro de som nas ruas do Centro para avisar da greve geral. Um edital também foi publicado na imprensa convocando os bancários para a assembléia desta quarta-feira. “Lamentamos que seja necessário suspender os serviços mais uma vez. Infelizmente, essa é a única linguagem que os banqueiros entendem para negociar com seriedade e respeitar os trabalhadores”, acrescenta Edmundo.

De acordo com o Sindicato, os bancos têm plenas condições de atender as reivindicações da categoria. O setor continua obtendo altos lucros mesmo nos períodos de crise, como aconteceu entre setembro de 2008 e junho deste ano. “As cinco principais instituições financeiras (Bradesco, Itaú/Unibanco, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica Federal) lucraram mais de R$ 14 bilhões no primeiro semestre de 2009, superando segmentos de grande produtividade na economia, como os de petróleo, gás, energia e mineração”.

Grande parte desse desempenho, destaca o Sindicato, foi fruto do trabalho dos bancários, que enfrentam pressões e assédio moral todos os dias para render cada vez mais para os bancos. Outra parte explorada, observa a entidade, são os clientes e usuários, obrigados a pagar tarifas cada vez mais caras e enfrentar grandes filas nas agências.