Secretários do governo de Alagoas, representantes de instituições do setor produtivo, empresários de laticínios e produtores de leite aprovaram o projeto de fortalecimento da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados (CPLD). A definição foi realizada em reunião, na tarde desta terça-feira (22), na Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec).

O projeto, construído por todos os envolvidos na cadeia, contém objetivos específicos de aumentar a produtividade dos laticínios e fornecedores de leite de Alagoas; incentivar para que 90% das empresas criem mais um novo produto até 2012; aumentar o volume de leite nas compras governamentais em 30% ao ano, até 2012, entre outros.

Será investido um valor superior a R$ 4 milhões no projeto, com a disponibilização de recursos das secretarias de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Agricultura e da Comuncação, além do Sebrae Nacional e de Alagoas, Serviço de Aprendizagem Nacional da Indústria (Senai), Banco do Nordeste, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sindicato das Indústrias de leite (Sileal) e o Sindicato dos Produtores de Leite (Sindleite). O projeto será gerenciado por um grupo de trabalho, formado por seis instituições.

Para o secretário do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otavio Gomes, graças ao empenho de todos os técnicos das secretarias e das instituições, empresários e produtores de leite, “conseguimos o apoio do Sebrae Nacional para investimento na Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, o que representa que o projeto está muito bom, pois o projeto contém objetivos específicos que beneficiam tanto industriais e produtores”. “Todos os recursos estão absolutamente assegurados. Vamos fazer uma ação semelhante à Cadeia Produtiva da Química e do Plástico (CPQP) e articular a vinda do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. O que estamos conseguindo só ocorre com o apoio de todo a estrutura do governo de Alagoas e o setor produtivo local.

O secretário-adjunto da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), José Marinho Júnior, confirmou o valor de R$ 900 mil com grande possibilidade de aumentar a participação para R$ 2,5 milhões, que beneficiará as áreas de melhoramento genético, nutrição de animal e gestão das pequenas propriedades trabalhadas no projeto da CPLD. José Marinho Júnior destacou a sintonia dentro do governo do Estado, onde a Seagri, a Sedec e a Secretaria da Fazenda (Sefaz) conseguiram avançar em áreas comuns por conta do “trabalho em sintonia”.

“É impressionante o que temos de ações em comum. A questão do leite, da cana ou de qualquer outro não vai adiante quando não trabalharmos juntos. O governador determinou o trabalho da Seagri baseado em três eixos: pecuária leiteira, piscicultura e ovinocaprinocultura. É um momento favorável, e os ventos estão soprando a favor de Alagoas”, disse Marinho Júnior.

Também comemorando os resultados das ações realizadas em parceria, o superintendente do Sebrae/Alagoas, Marcos Vieira, parabenizou a todos presentes a reunião, destacando a disposição do governo do Estado no esforço de fortalecer o setor de leite e derivados, “tão importante, mas que há um ano apresentava desânimo e seus empresários não acreditavam mais nas soluções, como a saída de Alagoas da Zona de Risco Desconhecida da aftosa”. Marcos Vieira também evidenciou que hoje os recursos para este projeto não é mais problema, pois o presidente do Sebrae Nacional afirmou que se houver projeto bom não faltará recursos. “O governo de Alagoas está de portas abertas para o setor produtivo, pois há uma união como eu nunca presenciei antes, nunca houve tanta abertura. Estamos estruturando o Estado para novos momentos. Projetos muito consistentes estão sendo feitos e todos irão sentir os resultados dessa união”, comemorou.

O produtor de leite e vice-presidente do Sindleite, Domício Silva, disse que Alagoas vive novo momento, com o envolvimento direto da Seagri, Sedec e Sebrae. “Por isso que temos avançado muito e iremos mais. Temos que andar juntos para avançar nesses desafios”.