Crédito: Gilca Cinara
Delegado André Costa falou sobre a operação durante coletiva

Uma das instituições que mais apareceu no noticiário nacional e local por sua atuação em 2016 foi a Polícia Federal (PF). Em Alagoas foram várias as operações para combater crimes contra o patrimônio, tráfico de drogas, desbaratar esquemas de pedofilia ou de crimes eleitorais. O CadaMinuto conversou com o superintendente adjunto da PF no estado, delegado André Costa, que falou um pouco sobre a atuação em 2016 e também do foco da instituição para o próximo ano.

Se neste ano a PF investigou crimes e deflagrou diversas operações, a expectativa é que no próximo ano não seja diferente. Segundo Costa, o objetivo é fazer uma Polícia Federal mais proativa e focada em coibir crimes de onde gestores desviem recursos federais, além de crimes contra o patrimônio, como roubo a carga e bancos, e crimes eleitorais.

“O foco tem sido em primeiro lugar o combate a corrupção e desvio de recursos federais destinados a prefeitura e estado. Hoje é onde nós empregamos maior parte dos nossos recursos. Para este ano esperamos muito crimes contra o patrimônio que envolve roubo de cargas e a bancos, além de crime ambiental. Este ano aumentou, sempre tem uma operação conjunta com vários órgãos. A ideia é dar continuidade a isso e fazer uma Polícia Federal mais proativa, esperando menos as coisas chegarem até a gente, em busca dos crimes que estão acontecendo, sejam ambientais, previdenciário, contra o patrimônio. A grande expectativa é essa. Podem esperar mais operações dessa natureza em 2017”, afirmou.

André Costa avaliou como positivo o saldo de operações e investigações em 2016. Um dos destaques foram as ações realizadas para combate a corrupção eleitoral. Vários municípios e gestores foram alvos de operações e até mesmo no dia da votação em outubro a PF deflagrou operação para combater a prática de compra de votos e outras irregularidades geralmente cometidas. Ele disse que novas operações com este foco devem ser deflagradas no próximo ano, algumas delas desdobramentos de investigações já em curso.

Polícia de olho em crimes ambientais

Uma das operações de maior destaque em 2016 foi a que investigou a mancha escura proveniente de esgoto que surgiu no mar de Jatiúca. Apesar de as investigações não apontarem para um culpado, tendo apenas a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) apontada como omissora pela prática do crime, a PF vem acompanhando como se dá, por exemplo, a expansão imobiliária no Litoral Norte, a fim de coibir que crimes ambientais sejam praticados.

“O MPF vem acompanhando de perto essa situação, mas nós também acompanhamos. Ainda não foi constatado nenhum dano ambiental. O caso da língua negra na Orla de Maceió foi muito importante, pois depois da investigação o governo decidiu investir para acabar com o problema. Nós também desempenhamos ações para coibir outras modalidades de crimes ambientais, como extração de areia irregular, participamos da Operação do Ministério Público [FPI] e neste próximo ano iremos seguir combatendo crimes desta natureza”, contou.

Apreensão de drogas

Mesmo Alagoas tendo poucas rotas para o tráfico de drogas, a Polícia Federal também realizou operações. Questionado sobre possíveis notas rotas para a entrada de drogas no estado, Costa disse que não há novos registros. 

“Temos notícias de plantação no Sertão, mas geralmente tudo vem de fora. Esse ano fizemos uma operação no Aeroporto, uma pessoa foi presa com cocaína, mas são casos difíceis de acontecer, já que a droga aqui sempre vem por via terrestre de São Paulo, Foz do Iguaçu ou do triângulo da maconha em Pernambuco. Nós estamos bem integrados com a Segurança Pública do Estado e o trabalho deve seguir neste sentido”, completou.