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As prévias carnavalescas de Maceió tiveram início no dia 16 de janeiro com o baile Vermelho e Preto do Jaraguá Tênis Clube. O tradicional clube de tênis da cidade levou milhares de foliões para dançar frevo no salão climatizado e ornamentado em homenagem ao imortal compositor pernambucano Capiba.  

Os Seresteiros da Pitanguinha, no dia 23, realizaram o baile de Máscaras, que teve como a homenageada deste ano a museóloga Carmen Lúcia Dantas.

No dia 31, o Iate Clube Pajuçara realizou a sua matinê infantil. Os três bailes conferem a certeza de que os foliões de Maceió comparecem aos eventos carnavalescos, nos salões e nas ruas.

O Jaraguá Folia tem coordenado os desfiles de dezenas de blocos pelas ruas do bairro de Jaraguá há 17 anos.

No sábado, dia 30, nas orlas de Pajuçara e Ponta Verde, milhares de foliões foram ao bloco Pinto da Madrugada, o maior de Alagoas, seguido pelos blocos Pecinhas de Maceió e Rolinha da Serraria.

Nesse conjunto de eventos carnavalescos estimou-se a presença de cerca de 200 mil pessoas.

Pois bem, essa multidão passou despercebida pelos órgãos fomentadores de cultura e turismo do município de Maceió e do governo estadual. O improviso e a má vontade para com a maior festa popular de Alagoas são visíveis.

O carnaval tem sido tratado nos últimos 12 anos como uma festa indesejável pela prefeitura de Maceió e pelo governo do Estado de Alagoas. Esse ano foi mais grave; sem o apoio da prefeitura os blocos estiveram ameaçados de não desfilar. De ultima hora a o governo estadual liberou 180 mil reais; essa quantia ficou abaixo das reais necessidades. Os blocos desfilaram com um número reduzido de bandas.

Enquanto o carnaval não for tratado como uma atividade economicamente viável em Maceió, não haverá a superação das dificuldades anualmente constatadas.

Maceió continua perdendo recursos financeiros para Barra de São Miguel, Paripueira, Maragogi, Piranhas, Barra de Santo Antônio, além de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e as cidades coloniais de Minas Gerais.

O povo quer carnaval, os hoteleiros são contra e a prefeitura de Maceió tem baixado a cabeça, concordando com essa estupidez.

Quem achar ruim que vá pra Tonga da Mironga do Kabuletê.

Evoé!