Foto: Ascom ALE 35f2370f 561a 418d 903d 98daf0324f66 Dudu Hollanda (à direita) é o autor do projeto

Os deputados aprovaram por unanimidade, na sessão desta quarta-feira, 30, na Assembleia Legislativa (ALE), o Projeto de Lei 60/2015, de autoria do deputado Dudu Hollanda (PSD), que reconhece a vaquejada como atividade esportiva no âmbito de Alagoas. A matéria ainda será apreciada em seguda discussão antes de seguir para sanção ou veto do governador Renan Filho (PMDB).

Antes da votação, o deputado Pastor João Luiz chegou a questionar o projeto, mas, após ouvir os depoimentos de alguns dos colegas praticantes da modalidade, decidir votar favoravelmente a aprovação.

“Desconheço a vaquejada, mas quando morava em Santa Catarina participei da luta contra a festa do boi, combatida por várias entidades”, contou, deixando clara a preocupação se o esporte não caracterizaria maus-tratos aos animais. “Alagoas baniu circos que utilizavam animais em apresentações e temos trabalhado arduamente em projetos de lei que auxiliem o trabalho desenvolvido em prol dos animais de rua”, falou, justificando o pedido de explicações.

Hollanda esclareceu que a vaquejada é um esporte tradicional genuinamente brasileiro, praticada há séculos principalmente no Nordeste, e lembrou que, em alguns estados da federação, ela já é reconhecida. “Precisamos desse reconhecimento para que possamos regulamentar o campeonato que existe em Alagoas como esporte”, afirmou.

Em aparte, Antônio Albuquerque (PRTB) afirmou que a vaquejada é um esporte, assim como o hipismo e inúmeros outros, no Brasil e no mundo, envolvendo animais. “Na vaquejada os animais não são torturados ou sacrificados em nenhum momento. Os cavalos são extraordinariamente tratados e os bois são robustos, sem nenhum dano”, garantiu.

Outros deputados, como Tarcizo Freire (PSD) e Francisco Tenório (PMN) também defenderam a proposta. Lembrando que tramitam na Câmara dos Deputados dois projetos que regulamentam vaquejada como esporte, Tenório frisou ainda a importância da prática para a economia.

“É uma atividade esportiva, cultural e econômica, que gera muitos empregos. O prejuízo seria fenomenal para o Brasil e para o Nordeste se a atividade acabasse”, destacou Tenório, acrescentando que os cavalos recebem o mesmo tratamento dado aos esportistas.