Milhares de pessoas protestaram nesta sexta-feira em diversas cidades do mundo contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, atendendo a um chamado feito por internet por um grupo de colombianos.

As maiores manifestações ocorreram nas principais cidades da Colômbia, em Honduras e na Venezuela. Houve também protestos menores em Nova York, Miami, Madrid, Paris, Bruxelas, Hamburgo, Toronto e São Paulo.

Em Bogotá, sob o lema "No más Chávez" (algo como "Chega de Chávez"), quatro passeatas se reuniram no centro histórico após partir de diferentes pontos da cidade.

Um protesto de centenas de estudantes e sindicalistas contra o projeto que permitiria a reeleição do presidente colombiano, Álvaro Uribe, foi desviado para evitar enfrentamentos. Ainda assim, houve briga entre antichavistas e esquerdistas do partido Polo Democrático.

Em Caracas, houve manifestações tanto de rejeição quanto de apoio a Chávez - sendo as últimas uma resposta aos protestos internacionais.

Em Honduras, um protesto antichavista foi liderado pelo presidente de facto do país, Roberto Micheletti, e reuniu milhares de pessoas. "Essa é uma demonstração de que não queremos imposições de ninguém neste país", disse Micheletti, que esteve à frente do golpe que em junho depôs o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, aliado de Chávez.

Em Nova York, cerca de 200 pessoas se concentraram em frente à sede das Nações Unidas para pedir o fim do "intervencionismo" de Chávez em outros países da América Latina. "Chávez terrorista internacional", dizia um dos cartazes levados à concentração.

As manifestações foram convocadas há 10 dias por um grupo criado pelo colombiano Alejandro Gutiérrez, um economista de 28 anos. Ele diz ter obtido 340 mil adesões ao seu movimento anti-Chávez por meio da rede social Facebook.