O Arranjo Produtivo Local (APL) da Mandioca no Agreste promove na próxima terça-feira, 08, o Fórum da Mandioca. O evento terá início às 08h, no auditório do Sebrae, em Arapiraca, e traz como tema principal a industrialização na produção de derivados da mandioca com o objetivo de criar outras aplicações para a produção dos 716 produtores incluídos no arranjo.

 

O Fórum irá contar com a presença de produtores, especialistas, entidades de apoio e outros atores locais para discutir novas possibilidades e tendências da mandiocultura em Alagoas.

 

Entre os temas apresentados no evento, está a melhoria no desenvolvimento dos fornos nas casas de farinha. A mudança no design pode gerar uma otimização da lenha usada para combustão, o que pode levar a uma economia de 50% no total de madeira utilizada. “Essa iniciativa significa uma melhoria da produção com menor custo, menor tempo e menos poluição”, resume Nelson Vieira, gestor do APL.

 

Outra possibilidade apontada é a criação de mini-indústrias para a produção de sequilhos e outros derivados da fécula e goma da mandioca. A consultora do Sebrae, Eurídice Leão, mostrará um projeto arquitetônico adequado para o empreendimento.

 

Ainda será apresentado um projeto de referência de uma casa de farinha, além de alternativas de industrialização da mandioca pelo analista Marcos Fontes. O projeto, que é pioneiro no Nordeste, já tem recursos assegurados pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia, Integração e Desenvolvimento Agrário.

 

“O Fórum vem para fortalecer a cultura da mandioca no agreste, porque enquanto discutimos possibilidades para aplicação dos derivados da mandioca em outros ramos da industrialização estamos agregando valor ao produto, que por sua vez gera renda ao pequeno produtor incluído no programa”, explica o gestor.

 

O Arranjo – O APL Mandioca no Agreste foi lançado em 2004 e nos cinco anos de atuação já angariou mais de R$ 27 milhões de reais que foram investidos no fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca em Alagoas.

 

Estima-se que nove mil empregos, diretos e indiretos, já foram gerados pelos pequenos produtores dos 14 municípios que integram o território do APL.

 

Em 2009, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 21 milhões, que serão empregados para a construção do Instituto Agroalimentar, revitalização das casas de farinha existentes, e a implantação da produção de Bioplástico a partir do amido de mandioca, entre outras ações.