Péssimas condições de trabalho e cortes dos vale-transportes. Essas são alguns dos problemas denunciados pelos guardas municipais de Maceió que na manhã de hoje estão participando de um curso de formação em uma faculdade particular, no bairro do Barro Duro.

De acordo com Claudionor Cândido, diretor jurídico do Sindicato dos Guardas Municipais, a categoria trabalha para manter a segurança na cidade, mas os próprios profissionais sofrem com o descaso da prefeitura. “Não temos as mínimas condições de trabalho. Os postos são vulneráveis. A lei nos dá direito de trabalhar com armas não letais para combater a criminalidade, mas isso não é disponibilizado”, explica Cândido, referindo-se as armas teaser, que dispara rajadas de energia que paralisam o inimigo como se ele trombasse de frente com um muro invisível.

O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário base do empregado. Mas segundo o diretor, não é isso que acontece. “Os guardas que trabalham no lixão de Maceió ficam sempre expostos, pois não são disponibilizadas máscaras, luvas. Isso nos daria direito à insalubridade, mas não é pago pela prefeitura”, reclama.

Cândido explica que a falta de investimentos do poder executivo municipal gera uma deficiência no trabalho dos guardas. “A prefeitura nunca investiu na guarda. Os coletes, rádios e viaturas foram adquiridas com verbas do Governo Federal. Até mesmo esse curso de formação só foi viabilizado devido recursos vindos de Brasília e tudo isso nós temos como provar. Agora, a categoria teve a surpresa de ter os vale-transportes cortados”, desabafa.

Por conta de tantos problemas, os guardas municipais garantem que podem cruzar os braços. “Isso é o mínimo dos problemas que enfrentamos. Caso não haja uma posição da prefeitura, podemos paralisar as atividades”, finaliza.