O escriturário Caio Domenichi Bianchi, 42 anos, foi preso na noite desta segunda-feira em Araçatuba, no interior de São Paulo, acusado de abusar da filha de 9 anos. A menina foi internada no dia 17 de agosto, após ingerir uma grande quantidade de medicamentos. Na semana passada, ela saiu do coma induzido e, depois de sessões com psicólogos, denunciou o pai à polícia. Bianchi nega a autoria do crime.

A titular da Delegacia da Mulher de Araçatuba, Luciana Pistori Frascino, afirmou que pediu a prisão de Bianchi depois de a menina dizer que era abusada por ele. Exames confirmaram que a jovem era estuprada há meses. O material encontrado na vítima, porém, não foi em quantidade suficiente para confirmar se o abuso havia sido cometido pelo pai.

"O caso corre em segredo de Justiça, mas posso garantir que temos elementos suficientes para justificar a prisão", afirmou a delegada. A prisão temporária de 30 dias foi decretada pelo juiz Wellington José Prates, da 3ª Vara Criminal de Araçatuba. Ainda de acordo com a delegada, a menina está abrigada em casas de familiares a pedido da Justiça.

O pai disse que morou com a jovem por oito meses após ela ser entregue aos seus cuidados pela mãe, que não tinha condições de criá-la, mas que jamais tocou na garota. "Ela é minha filha, tenho outros três filhos menores, nunca faria uma coisa dessas. É um absurdo o que estão fazendo comigo", disse Bianchi, que está preso provisoriamente numa cela do Plantão Policial de Araçatuba.