As secretarias estaduais da Saúde e da Administração do Paraná decidiram nesta segunda-feira prorrogar o afastamento concedido às servidoras públicas gestantes por causa da gripe suína --a gripe A (H1N1).

O afastamento entrou em vigor desde o último dia 20 e seria encerrado nesta segunda. De acordo com as secretarias, a prorrogação é uma ação de prevenção gripe A. Neste domingo (30), orientação elaborada pelo Ministério do Planejamento Orçamento afastou por 30 dias as gestantes que exercem atividades no Executivo federal e têm contato direto com o público.

O prazo estipulado para o novo afastamento no Paraná é o dia 14 de setembro. Como fez na primeira medida, as secretarias recomendam que as instituições privadas adotem medida semelhante.

A dispensa vale tanto para servidoras efetivas como estagiárias, contratos temporários e trabalhadoras de empresas terceirizadas, que prestam serviço ao Estado.

Segundo balanço divulgado pela Secretaria da Saúde, o Paraná tem 4.931 casos confirmados de infecção pela doença, sendo 285 em grávidas. Os óbitos estão em 195 --entre os mortos, 20 eram mulheres grávidas.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).