A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul inicia amanhã as investigações da CPI que vai apurar o envolvimento da governadora Yeda Crusius (PSDB) e aliados com supostos atos de corrupção.

Na primeira reunião, marcada para as 17h, os deputados que integram a comissão vai discutir o cronograma de atividades, a agenda de depoimentos e as regras gerais de funcionamento da CPI.

Hoje, a presidente da CPI, deputada Stela Farias (PT), se reuniu com o vice-presidente da comissão, deputado Gilberto Capoani (PMDB), e o relator, deputado Coffy Rodrigues (PSDB), para organizar a pauta da primeira reunião.

Na semana passada, após a instalação da CPI, os deputados protocolaram 13 requerimentos para serem votados. A oposição já pediu a convocação de assessores próximos à governadora e do corretor de imóveis e do vendedor da casa de Yeda.

A suspeita é que a governadora teria usado dinheiro de caixa dois da campanha eleitoral para comprar a casa onde mora, após vencer a eleição em 2006.

O início dos trabalhos da CPI acontece depois de quase três meses de tentativas dos oposicionistas de criar a comissão.

A resistência dos governistas em criar a CPI só foi superada no fim de julho, depois que o MPF (Ministério Público Federal) denunciou Yeda e mais oito pessoas por improbidade administrativa no caso de desvio de recursos do Detran-RS.

Além da fraude no órgão de trânsito, e da suspeita da compra da casa de Yeda com dinheiro de caixa dois, o requerimento também prevê investigações sobre irregularidades em licitações.

Além da fraude no órgão de trânsito, e da suspeita da compra da casa de Yeda com dinheiro de caixa dois, o requerimento também prevê investigações sobre irregularidades em licitações.

Os trabalhos devem durar 120 dias e podem ser prorrogados por outros 60.