Um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira, o risco-país, calculado pelo banco JP Morgan Chase, terminou nesta segunda-feira (31) aos 271 pontos.

 

Foi uma alta de 1,5% em relação aos 267 pontos do encerramento de sexta-feira (28). No mês de agosto, o indicador acumulou alta de 2,26%.

 

O Risco Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira.

 

O número corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, com papéis de risco praticamente nulo.

O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o risco-país para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país.

 

Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.