Os salários atraentes oferecidos pelas prefeituras aos médicos dos Programas de Saúde da Família(PSF) muitas vezes funcionam como o "canto da sereia", O profissional que se deslocam para cidades do interior de Alagoas, principalmente, não têm plano de cargos e carreiras, nem estabilidade e ainda ficam sujetios a interesses políticos dos prefeitos, calotes e demissões injustas.

Tudo isso, também, aconteceu nas capitais,porém em mais forte nos municípios distantes. Esses são problemas comunsem estados como Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará, onde mais de 70% dos´médicos apontam que,para melhorar no pSF, é necessário vínculo empregratício,melhoria dos serviços, estabilidade e hieraquia na equipe,sendo esta última diretamente relacionada à violaçãodos direitos humanos.

Infelizmente,os prefeitos tratam os mécicosdo PSFs,como se fossem donos dele e não têm o compromisso de oferecero desejávelpara que o trabalho seja exercido de forma adequada. No interior, as perseguições políticas são muitas grandes.

A precarização em Alagoas é muito grande.Muitos médicos trabalham sem direitos trabalhistas,sem direito a férias, a licença maternidade. Em Alagoas, de acordo com dados do CFM, a melhoria das condições de trabalho é considerada prioritária para mudar o PSF, na opinião de 84,9 % dos médicos.

É a maior taxa do país. A médica alagoana, hoje residente em infectologia,Maria Cristiane Ferreira de Souza, 35 anos, explicouos motivos. Ela disse que chegou a ter depressão, porque tinha vontade de aplicaro que aprendeu no PSF, mas sem ter as mínimas condições de trabalho.Isso levou ao desestímulo pelo programa e à vontade de deixar, a atenção básica.

"No iníciom , eu era feliz, mas depois passei a não gostar mais. A gente não é reconhecida pelos pacientes, nem pelos próprios colegas. Medico do PSF tem que ser um cabo eleitoral, fica à mercê de vereador, de político e isso me frustrou demais. Por isso mudei de vida", contou Cristiane, dizendo que resolveu se especializar. Para ele , nosso Estado tem um dosm piores salários dopaís, não nos valoriza.

E concluiu, a médica Maria Cristiane "amo meu Estado, mas penso diariamente em sair de Alagoas com anda fazendo uma boa parte de médicos."